Foto: Vatican Media
Virar o calendário não pode ser um gesto automático. No primeiro Angelus do ano, celebrado após a Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus, Papa Leão XIV lembrou que o início de um novo tempo só ganha sentido quando é acompanhado por um verdadeiro desejo de bem, reconciliação e paz. Nas palavras do Pontífice:
À medida que o ritmo dos meses se repete, o Senhor convida-nos a renovar o nosso tempo, inaugurando por fim uma era de paz e amizade entre todos os povos. Sem este desejo de bem, não faria sentido virar as páginas do calendário nem preencher as nossas agendas.
Ao rezar com os fiéis reunidos na Praça São Pedro, o Pontífice lançou um convite direto à humanidade: renovar o tempo presente, abrindo-o à esperança. Deus nos chama a inaugurar uma era marcada pela amizade entre os povos, pela conversão do coração e por escolhas que transformem a vida concreta.
Ao recordar o Jubileu que se aproxima do fim, o Papa destacou o legado espiritual deixado pelo Ano Santo. Um aprendizado que passa por reconhecer que a transformação do mundo começa dentro de cada pessoa. Converter o coração, explicou, permite transformar erros em perdão, dor em consolação e bons propósitos em obras concretas. Deus é misericordioso, próximo e atento à história humana.
Meditando o mistério do Natal, Leão XIV convidou os fiéis a contemplar Maria, a primeira a sentir bater o coração de Cristo. No silêncio do seu ventre, o Verbo da vida manifesta-se como um pulsar de graça que revela o amor de Deus por toda a humanidade. Um coração que não é indiferente, bate por quem acolhe e também por quem resiste, chamando todos à conversão e à paz.
Ao final, o Papa ampliou o olhar para as feridas do mundo e da vida cotidiana. Rezou pela paz entre as nações marcadas por guerras e miséria, assim como pela paz dentro dos lares, especialmente onde há violência, dor e divisões. Convocou os cristãos a começarem o novo ano com um compromisso concreto de desarmar os corações, rejeitar toda forma de violência e assumir a responsabilidade pessoal na construção da paz.
Encerrando o encontro, Leão XIV recordou que a paz é dom de Deus, mas também tarefa confiada a cada pessoa. Uma paz “desarmada e desarmante”, que nasce do amor incondicional e se espalha quando é vivida no cotidiano. Sob a intercessão de Maria, Mãe de Deus e Mãe da Igreja, o Papa confiou o caminho do novo ano àquele que é a verdadeira esperança que não se põe.
A Sagrada Escritura nos ensina que a verdadeira paz é dom do Senhor e não depende das circunstâncias externas. Essa paz genuína nasce de uma relação viva com Ele. Meditar na Palavra de Deus é o caminho para acolher essa paz que não passa e permitir que ela conduza cada passo ao longo do ano que se inicia. Continue a leitura do post: versículos para meditar na Palavra de Deus.
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