Você sabia que a Igreja possui uma Doutrina Social?

Você sabia que a Igreja possui uma Doutrina Social?

A Doutrina Social da Igreja (DSI) não é um “manual”. É o ensino do Magistério da Igreja sobre a vida social, econômica e política, articulado a partir do Evangelho, da tradição e da razão iluminada pela fé, e lançado para orientar a ação de cristãos no mundo.

A DSI expressa a convicção profunda de que a fé cristã tem implicações concretas na forma como vivemos em sociedade, na proteção da dignidade humana e no cuidado com o irmão e a criação. 

Segundo o Compêndio da Doutrina Social da Igreja, documento oficial do Magistério promulgado por João Paulo II, essa doutrina é uma reflexão teológica-moral sobre a vida em sociedade que nasce do encontro entre a mensagem do Evangelho e as realidades sociais concretas.

Amem-se uns aos outros

Essa Doutrina ajuda a compreender, discernir e agir, sempre a partir da dignidade da pessoa humana — fundamento de todo o ensino social católico — e do mandamento novo do amor (Jo 13,34-35):

Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros.

É uma expressão do ministério de ensino da Igreja, parte integrante de sua missão evangelizadora, porque o Evangelho de Cristo ilumina o interior da pessoa e  também as relações sociais, econômicas e políticas.

A vida social humana, com suas tensões, desigualdades, conflitos, injustiças, relações de trabalho, economia, família e Estado, está profundamente ligada à dignidade humana e à vocação ao amor e à justiça que Cristo revelou. Por isso, há esse conjunto de princípios, critérios de julgamento e diretrizes de ação que iluminam as escolhas humanas à luz do Evangelho e da Tradição.

Anúncio de fé diante das realidades sociais

A Doutrina Social da Igreja é o anúncio de fé que o Magistério realiza diante das realidades sociais. Reunida de modo orgânico no Compêndio, ela se expressa em indicações, conselhos e exortações com os quais a Igreja encoraja os cristãos a assumirem sua responsabilidade como cidadãos. Não há, contudo, unanimidade sobre a forma de defini-la. João Paulo II, na formulação mais precisa já oferecida pelo Magistério, afirma que se trata da “formulação acurada dos resultados de uma reflexão atenta sobre as complexas realidades da existência do homem, na sociedade e no contexto internacional, à luz da fé e da tradição eclesial” (Sollicitudo Rei Socialis, 41).

Seu fundamento está na própria missão da Igreja. O único objetivo da Igreja é “ajudar o homem no caminho da salvação” (cf. Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 69). É justamente por isso que ela tem o direito e o dever de desenvolver uma doutrina social capaz de formar a consciência e orientar a vida segundo o Evangelho e a própria natureza humana. Um cristão coerente dirige todos os aspectos da sua existência para Deus, e a Igreja o acompanha também nas dimensões concretas da cultura e da vida social — da economia e do trabalho à política e à comunicação, das relações internacionais ao diálogo entre povos e culturas.

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