Receber uma encomenda em casa já se tornou parte da rotina, seja uma compra online, seja um presente, seja uma conta recorrente. Um detalhe aparentemente neutro pode representar um risco sério: a etiqueta colada na embalagem. A questão é que nela há informações pessoais que, se descartadas sem cuidado, podem cair em mãos erradas. Nome completo, endereço, telefone e até dados que permitem acessar a nota fiscal fazem parte desse material e têm sido cada vez mais explorados por criminosos.
Em meio ao crescimento dos golpes digitais, a atenção a esse tipo de exposição é essencial. Os números ajudam a entender a dimensão do problema. De acordo com relatório da DeepStrike, o Brasil foi o sétimo país que mais sofreu ataques cibernéticos em 2025. Esse aumento está diretamente ligado ao avanço das tecnologias digitais, incluindo o uso de inteligência artificial, além da disseminação de conteúdos falsos cada vez mais sofisticados e difíceis de identificar. Nesse contexto, qualquer dado pessoal exposto é uma possível porta de entrada para golpes.
Para criminosos, as etiquetas de encomendas são excelentes meios para cometer crimes de estelionato, pois reúnem informações valiosas em um único lugar. Ao receber um pacote, é comum que a etiqueta contenha: nome completo, endereço, telefone, código de barras ou QR Code com acesso à nota fiscal (NF-e). Em alguns casos, até CPF vinculado à compra
Esses dados permitem que golpistas realizem abordagens altamente convincentes. Quando alguém entra em contato sabendo exatamente onde você mora e detalhes de uma compra recente, a desconfiança tende a diminuir, o que facilita a aplicação de golpes.
Além disso, essas informações podem ser cruzadas com dados vazados na internet, o que possibilita fraudes mais graves, como abertura de contas bancárias ou solicitação de crédito em nome da vítima.
Diante desse cenário, especialistas reforçam que os dados impressos em embalagens devem ser tratados com o mesmo cuidado que senhas ou documentos pessoais. Nesse sentido, uma iniciativa é a campanha “Raspe seus Dados”, que existe para alertar sobre esse risco. A ação incentiva consumidores a inutilizarem as informações das etiquetas antes do descarte.

A boa notícia é que evitar esse tipo de problema não exige grandes esforços, mas sim atenção e constância. Algumas práticas recomendadas incluem:
Para quem busca mais praticidade, existem também utensílios simples e acessíveis, como:
Esse cuidado deve ser ainda mais frequente para quem recebe encomendas com regularidade, como assinaturas ou materiais enviados por instituições. Criar o hábito de verificar e inutilizar as etiquetas antes do descarte é uma forma de proteção.
Além disso, é fundamental manter cautela com contatos inesperados. Ligações ou mensagens solicitando dados pessoais ou financeiros, mesmo que mencionem informações reais, devem ser vistas com desconfiança. O ideal é sempre buscar os canais oficiais da empresa.
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