O que significa sinodalidade?

O que significa sinodalidade? Sinodalidade: a Igreja que caminha com o povo./Foto: reprodução site JMJ Lisboa 2023

Sinodalidade expressa um modo de viver a fé que remonta as origens do cristianismo. Em um tempo marcado por desafios sociais, culturais e espirituais, a sinodalidade é um caminho de renovação de estruturas e mentalidade. Impulsionada pelo Papa Francisco, significa caminhar juntos na escuta, participação e missão, envolvendo todo o povo de Deus.

A palavra sinodalidade

A palavra “sínodo” vem do grego syn-hodos, que significa “caminhar juntos” e é entendido como um estilo de vida e de missão. No Concílio Vaticano II, especialmente na Constituição Lumen Gentium, é reforçada a ideia de que a Igreja é o Povo de Deus e todos os batizados partilham da mesma dignidade e são chamados à missão (cf. Lumen Gentium).

A sinodalidade envolve leigos, religiosos e sacerdotes, cada um com sua vocação, e todos corresponsáveis pela vida da Igreja. Como afirmou o Papa Francisco, em 2015, por ocasião dos 50 anos do Sínodo dos Bispos, esse é “o caminho que Deus espera da Igreja do terceiro milênio”.

“Deus criou o mundo para que pudéssemos estar juntos. ‘Sinodalidade’ é o nome eclesial desta consciência. É o caminho que exige que cada um reconheça a sua dívida e o seu tesouro, sentindo-se parte de um todo”, disse Papa Leão XIV.

Comunhão, participação e missão

A sinodalidade se estrutura em três pilares fundamentais: comunhão, participação e missão. A comunhão expressa a unidade do povo de Deus, respeitando as diferenças. A participação amplia a escuta e o envolvimento de todos os fiéis. Já a missão mantém a Igreja voltada para fora, em atitude evangelizadora.

Esses elementos foram centrais no Sínodo dos Bispos sobre a sinodalidade (2021–2024), que reforçou a necessidade de uma Igreja mais aberta ao diálogo e ao discernimento comunitário. Um dos pontos mais enfatizados pelo Papa Francisco é a necessidade de superar o clericalismo, quando a vida da Igreja se concentra apenas nas decisões do clero, reduzindo a participação dos demais fiéis.

Uma Igreja mais próxima e aberta

Esse caminho sinodal também tem reflexos na organização da Igreja e inclui maior abertura nas estruturas, valorização das Igrejas locais e incentivo à participação ativa das comunidades. Essa mudança começa no cotidiano das paróquias, grupos e pastorais, onde a Igreja se torna mais próxima, acolhedora e sensível às realidades das pessoas.

Viver a sinodalidade significa assumir uma postura ativa na vida da Igreja. É sair da passividade e compreender que todos têm algo a contribuir. Isso pode acontecer de diversas formas: na participação em conselhos pastorais, na escuta dentro dos grupos, na vivência comunitária e no compromisso com a missão.

Iniciativas como a Campanha da Fraternidade, por exemplo, ajudam a expressar esse caminho comum, mobilizando comunidades em torno de temas que unem fé e realidade social. A sinodalidade é uma forma de ser Igreja, que exige conversão, abertura e disposição para caminhar com o outro, mesmo diante das diferenças.

A Igreja sinodal é uma Igreja que caminha com o povo, que escuta, discerne e age em resposta aos desafios do tempo presente, com o objetivo de ser cada vez mais fiel à sua missão evangelizadora.

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