Neste mês de agosto, a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) promove o Agosto Azul e Vermelho.
A Campanha tem como objetivo conscientizar a população sobre Saúde Vascular, para prevenção e combate às doenças venosas, arteriais e linfáticas. Vamos conhecer algumas delas:
É a ocorrência de coágulos (trombos) dentro de uma veia, causando obstrução parcial ou total da circulação nesse vaso. Pode acontecer, por exemplo, após uma cirurgia ou longos períodos de imobilização numa cama de hospital. Se o coágulo se soltar e se deslocar ao longo das veias até os pulmões, pode causar tromboembolismo pulmonar. Trata-se de um problema sério, que em alguns casos pode ser fatal. Alguns fatores aumentam as chances de desenvolver trombose: obesidade, uso de anticoncepcionais concomitante ao tabagismo, sedentarismo, reposição hormonal, a imobilização prolongada, gravidez, varizes não tratadas, câncer e a Covid-19.
A doença arterial periférica ocorre em virtude do estreitamento ou obstrução dos vasos sanguíneos arteriais, responsáveis por levar o sangue para nutrir as extremidades como braços e pernas, sendo mais comum nos membros inferiores do que nos superiores. Acontece de 10 a 25% mais na população acima de 55 anos, crescendo a incidência com a idade. 70 a 80% dos pacientes não sentem nenhum sintoma, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento. É mais frequente nos homens, mas também pode acometer mulheres. Os principais fatores de risco associados a esta condição são: colesterol elevado, diabetes, doença cardíaca (doença arterial coronária), pressão arterial alta (hipertensão arterial sistêmica), doença renal que envolve hemodiálise, fumo, derrame (doença cerebrovascular), sedentarismo, obesidade, idade avançada.
O linfedema, conhecido popularmente como inchaço nas pernas, é o acúmulo de líquido nos membros inferiores e também nos membros superiores, mais precisamente entre os vasos linfáticos. O líquido acumulado é chamado de linfa, uma mistura de proteínas, gorduras e outros componentes. Esse excesso de líquido é o que causa o inchaço nos braços e nas pernas, provocando um aumento no volume das regiões afetadas. É uma doença crônica e, apesar de não ter cura, tem tratamento, que consiste basicamente em sessões de drenagem linfática, uso de meias de compressão, exercícios que estimulam a drenagem e cuidados com os pés.
O acidente vascular cerebral é muitas vezes conhecido como derrame. Ele acontece quando o fluxo sanguíneo para o cérebro é reduzido ou bloqueado, o que leva a perda de funções neurológicas que podem ser pequenas ou severas e de duração temporária ou permanente. É muito importante identificar rapidamente um AVC. Para isso, use sempre o acrônimo S-A-M-U:
Ocorre quando placas de gordura se formam dentro das artérias carótidas, causando o seu estreitamento. A doença carotídea, geralmente, não causa sintomas, mas pessoas com essa patologia têm maior risco de ter um AVC, por isso, precisam tratá-la como prevenção. Também podem evitar fatores de risco, parando de fumar, evitando o sedentarismo e a obesidade e reduzindo a gordura na alimentação.
O chamado “pé diabético” acontece quando surge nos pés uma ferida ou úlcera, agravada por uma infecção, decorrente de um descontrole nos níveis de glicose por muito tempo e pela circulação sanguínea deficiente na região. Esse ferimento deve ser tratado o quanto antes, para evitar complicações e até mesmo o risco de amputação do membro. Para prevenir o pé diabético, é importante manter a glicose sob controle. Além disso, o diabético deve estar atento ao cortar as unhas dos pés, mantê-los aquecidos e protegidos, usar sapatos confortáveis, evitar andar descalço e deixá-los na mesma posição por muito tempo.
O AAA é uma dilatação anormal da artéria aorta na altura do abdômen, que pode causar ruptura, resultando em hemorragia interna, choque e morte. O tamanho, a localização e o estado de saúde do paciente determinam o tipo de tratamento. Um dos fatores do AAA é a hipertensão, que nos dias frios tende a se descontrolar com maior facilidade. É mais comum em homens acima de 65 anos. Outros fatores de risco são tabagismo, doença cardíaca, obesidade, diabetes, hipertensão, sedentarismo e uma alimentação inadequada.
São veias superficiais dilatadas, tortuosas e alongadas, com a sua função comprometida. Afetam cerca de 15% da população adulta, sendo que acima dos 70 anos, cerca de 70% das pessoas apresentam varizes nas pernas. Devido a fatores como gestações, uso de anticoncepcionais e reposição hormonal, as varizes são mais comuns em mulheres. Mais alguns fatores para o seu aparecimento: predisposição genética, obesidade, sedentarismo e o tempo prolongado em pé ou carregando peso.
A Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) lançou o site oficial da Campanha Agosto Azul e Vermelho. No portal, será possível conhecer outras doenças vasculares, trazendo ainda dicas sobre como identificar e cuidar dessas doenças, mitos e verdades sobre elas, a relação da trombose com a Covid-19 e dados sobre o momento certo de se procurar um médico vascular.
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