Compreender os ritos da Santa Missa ajuda a conhecer mais sobre a Igreja e despertar o interesse na fé. Foto: Felipe Gusso
O Catecismo da Igreja Católica ensina que, além dos Dez Mandamentos da Lei de Deus, existem cinco mandamentos próprios da Igreja, que foram estabelecidos para garantir aos fiéis “o mínimo indispensável de espírito de oração, de esforço moral e de crescimento no amor a Deus e ao próximo” (CIC, 2041).
A Igreja tem a missão de ensinar e de orientar seus fiéis. Os apóstolos e seus sucessores receberam de Jesus a autoridade necessária para promulgar normas que ajudem o povo de Deus a viver a fé de forma concreta. Por isso, a Igreja compreende esses preceitos como um auxílio pastoral, que protege a vida sacramental, a comunhão e o amadurecimento espiritual.
Jesus entregou aos apóstolos a missão de ensinar, orientar e cuidar do povo de Deus. “Quem vos ouve, é a mim que ouve; quem vos rejeita, é a mim que rejeita” (Lc 10,16). É nessa confiança que a Igreja exerce sua missão de guiar os fiéis.
O Catecismo da Igreja Católica explica que esses preceitos têm a finalidade de garantir aos cristãos “o mínimo indispensável de espírito de oração, de esforço moral e de crescimento no amor a Deus e ao próximo” (CIC, 2041). Ou seja, ajudar o fiel a não se afastar do essencial.
O Catecismo os apresenta como compromissos fundamentais da vida cristã:
O primeiro é participar da Santa Missa inteira aos domingos e nas festas de guarda, abstendo-se de trabalhos que impeçam a santificação do dia. Esse mandamento protege o Dia do Senhor e recorda que a Eucaristia é o centro da vida cristã, fonte e ápice da fé.
O segundo orienta o fiel a confessar-se ao menos uma vez por ano. A Igreja reconhece a fragilidade humana e, por isso, insiste no valor do sacramento da Reconciliação como caminho de conversão, cura interior e recomeço.
O terceiro pede que o cristão receba o sacramento da Eucaristia ao menos no tempo pascal. A Páscoa, coração do ano litúrgico, é o momento privilegiado para renovar a comunhão com Cristo ressuscitado.
O quarto mandamento convida a jejuar e a abster-se de carne nos dias determinados pela Igreja. Trata-se de educar o coração, fortalecer o domínio de si e lembrar que a vida cristã passa também pelo sacrifício e pela conversão.
Por fim, o quinto mandamento chama os fiéis a ajudar a Igreja em suas necessidades. A comunidade cristã vive da corresponsabilidade: cada fiel é convidado a sustentar a missão evangelizadora com seus dons, tempo e bens materiais.
Esses preceitos não existem para vigiar ou punir, mas para cuidar. Garantem que o fiel permaneça ligado aos sacramentos, à vida comunitária e ao exercício concreto da caridade. O objetivo é conduzir a um crescimento real no amor a Deus e ao próximo, evitando que a fé se torne apenas teórica ou ocasional. Vivê-los é reconhecer que a fé precisa de gestos concretos, ritmos, compromissos e escolhas diárias.
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