Toda a Criação — não apenas os seres humanos — é dom de Deus e merece cuidado responsável. Neste tempo de calor intenso, cuidar dos animais de estimação é também uma forma de viver a espiritualidade franciscana, lembrando São Francisco de Assis, o santo que amava profundamente todas as criaturas. No Ano Jubilar dos 800 anos de sua morte, essa sensibilidade à criação ganha ainda mais significado. Confira cuidados que são essenciais!

Os pets correm risco de desidratação e insolação quando as temperaturas sobem. Eles não conseguem regular a temperatura corporal como os humanos e dependem do calor que dissipam pela respiração e pelas almofadas das patas. É por isso que é vital garantir água fresca à vontade para eles durante todo o dia.
Além da água, oferecer alimentos que ajudem na hidratação pode fazer diferença, como rações úmidas ou misturadas com água ou caldo seguro, que estimulam o consumo e colaboram para manter os níveis de líquidos no organismo.

O verão não precisa ser sinônimo de inatividade, mas requer ajustes nos passeios e atividades físicas. Evite horários de calor extremo, normalmente entre o meio-dia e o fim da tarde, e prefira mornas manhãs ou finais de tarde para caminhar ou brincar com seu pet.
O asfalto e superfícies quentes podem queimar as patas dos cães, e o passeio em calor intenso aumenta o risco de excesso de esforço e estresse pelo calor.

Proporcione ao seu animal um ambiente arejado, sombreado e com fluxo de ar dentro de casa ou no quintal. Use ventiladores ou ar condicionado quando possível, e mantenha áreas com água fresca e sombreadas para descanso.
Banhos com água morna ou levemente fresca ajudam a reduzir a temperatura corporal. Porém, não substituem a hidratação constante. E atenção: não molhe gatos que não estão acostumados a isso — o estresse pode agravar o desconforto térmico.
Alguns pets e raças precisam de atenção redobrada no calor: animais com focinho achatado (como bulldogs e pugs) e os idosos, com sobrepeso ou com condições cardíacas ou respiratórias são mais vulneráveis porque lutam mais para se resfriarem.

Este é um dos alertas mais importantes de todos os tempos quentes: nunca deixe seu animal sozinho em um carro estacionado, mesmo que por poucos minutos. Em dias quentes, a temperatura interna de um veículo pode subir rapidamente a níveis letais, mesmo com janelas parcialmente abertas.
Essa não é apenas uma recomendação veterinária, mas um gesto de amor responsável pela vida que Deus confiou aos nossos cuidados.

Fique atento a sinais de excesso de calor ou desidratação, como:
Se notar qualquer desses sinais, leve o bichinho para um lugar fresco, ofereça água e procure orientação veterinária o quanto antes.

O seu pet não é um gato ou cachorro? Ainda assim, as recomendações são válidas para todos que são expostos ao calor (proporcionar sobra e ventilação; água fresca constante; ambiente arejado; evitar exposição direta ao sol e superfícies muito quentes). Mas também é importante perguntar a um médico veterinário especialista se o seu animal de estimação tem alguma outra característica que precise de atenção.
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Fontes: Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) e American Society for the Prevention of Cruelty to Animals (Aspca).
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