Quando estamos mais ansiosos ou agitados, até rezar pode parecer mais difícil. Nessas horas, o coração quer falar com Deus, mas a mente parece não acompanhar. Se você já viveu isso, saiba que Deus conhece esse estado da alma e não se afasta quando a oração parece difícil.
Rezar em meio à agitação do coração e dos pensamentos não é repetir palavras perfeitas, mas permanecer diante de Deus com verdade. A Bíblia e a tradição da Igreja mostram que o Senhor se aproxima especialmente quando o coração está cansado e inquieto. Veja algumas dicas para enfrentar esses momentos da melhor maneira!
Quando a ansiedade domina, tentar rezar “como sempre” pode gerar frustração. A oração pode começar com a atitude de se colocar na presença de Deus. Respire profundamente. Faça o sinal da cruz com calma. Diga, mesmo que em silêncio: “Senhor, eu estou aqui, mas não estou bem, cuida de mim”. Deus escuta antes mesmo das palavras. Ele vê o coração antes de ouvir a voz.
Nesses momentos de mais dificuldade, a concentração é curta. Por isso, a Igreja sempre ensinou o valor das orações breves, repetidas com o coração.
“Jesus, eu confio em vós.”
“Senhor, tende piedade de mim.”
“Fica comigo, Senhor.”
Essas jaculatórias não exigem mais esforço do que se consegue naquele momento e abrem espaço para a graça agir. Não é a quantidade de palavras que toca Deus, mas a sinceridade do pedido.
Quando a mente está agitada, deixe que Deus fale primeiro. Os Salmos são uma escola de oração para quem vive a ansiedade, porque neles o ser humano se apresenta a Deus com medo, angústia e confiança ao mesmo tempo. Um exemplo é o Salmo 131:
“Senhor, meu coração não é orgulhoso… acalmei e tranquilizei a minha alma”.
Leia lentamente. Não tenha pressa de entender tudo. Às vezes, uma única frase já é suficiente para trazer consolo.
A ansiedade nasce, muitas vezes, da tentativa de controlar tudo. Rezar é fazer o movimento contrário: entregar. Diga a Deus, com suas próprias palavras, o que está pesando:
“Senhor, isso está além das minhas forças.”
“Eu não sei o que fazer, mas confio em Ti.”
A Igreja ensina que a confiança não elimina imediatamente os problemas, mas muda o modo como o coração os enfrenta.
Há dias em que não conseguimos falar, pensar ou sentir nada. Mesmo assim, permanecer em silêncio diante de Deus é oração verdadeira. Jesus mesmo, no Horto das Oliveiras, viveu a angústia profunda e apresentou ao Pai o sofrimento do coração. Isso mostra que a ansiedade não nos afasta de Deus. Pode nos aproximar ainda mais. Ficar em silêncio, respirando na presença do Senhor, é dizer sem palavras que “eu confio.”
Ao final da oração, mesmo que curta, mesmo que imperfeita, entregue o momento a Deus:
“Senhor, eu fiz o que consegui hoje”.
A espiritualidade cristã nos ensina que Deus não exige desempenho na oração, mas presença. Ele acolhe a prece frágil, distraída e cansada, porque ela nasce de um coração que busca paz.
Por fim, lembre-se que: Deus não espera que você esteja tranquilo para rezar. Ele te espera justamente quando a ansiedade aperta. A oração não começa quando tudo se resolve, mas quando você decide confiar, mesmo sem entender.
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