E quando os filhos deixam de crer?

E quando os filhos deixam de crer?

Muitos pais e mães passam por situações delicadas como essa. A educação dos filhos pode ser muito desafiadora, principalmente com as influências às quais são expostos nos tempos atuais. Em alguns casos, acontece de os filhos desejarem seguir um rumo diferente daquilo que era sonhado pela família para eles, não só em aspectos profissionais e acadêmicos, mas também em relação à fé. Isso causa nos pais grandes preocupações, além de sentimento de injustiça e de traição.

Como falamos de pessoas em famílias e contextos diferentes, não há como definir uma fórmula mágica. Estamos também nos referindo a um fenômeno social muito complexo, cheio de variações e aparentemente comum no mundo de hoje. No entanto, quando essa espécie de conflito se inicia, é necessário ficar atento para alguns detalhes. No mês de março, que tal se inspirar em São José como pai adotivo de Jesus, ao guiá-Lo e mostrar seu exemplo de fé diária?

Veja algumas dicas:

1. Proximidade emocional é essencial

Inconscientemente, muitos filhos acabam por rejeitar a fé justamente para “chamar a atenção” de pais ausentes ou condescendentes. Claro que isso não se refere a todos os casos. Mas o fato é que, em muitos lares, o testemunho de fé dos pais não se traduz em proximidade emocional com os filhos. E havendo a ausência emocional por parte da figura materna ou paterna, provavelmente, os filhos passam a projetar essa ausência em Deus. Por isso é essencial que os pais tenham o hábito de demonstrar afeto e sejam de fato presentes na vida da família, e isso não é tarefa só da mãe ou só do pai.

2. Inclusive na dor

A dor e a frustração são momentos nos quais a fé pode vir a se enfraquecer ao ponto de até mesmo desacreditar a existência de Deus. Por vezes, nem os mais velhos nem os mais jovens conseguem ser fortes para enfrentar a batalha de cabeça erguida. Mas estar ao lado dos filhos nos momentos mais difíceis, como numa doença, no desemprego, ou em qualquer desafio é ser canal da graça de Deus, que não os abandona, mesmo que eles não acreditem. É necessário lembrar: antes de ser seu filho ou sua filha, é um filho ou uma filha de Deus, e Ele é o maior interessado no bem de Seus filhos.

3. Respeite o tempo dos filhos

Cada pessoa tem seu próprio momento para despertar para a fé. Mas é importante que, conforme os filhos cresçam, os pais permitam que eles se desenvolvam como adultos e enfrentem as dificuldades da vida. E aquilo que não for aprendido no amor, providencialmente a dor ensinará. É importante deixar os filhos amadurecerem até mesmo com os erros e fracassos, pois muitos desafios da vida são necessários para que eles abrandem o coração e, quem sabe, permitam Deus entrar.

4. Testemunhar

Como sabemos: o testemunho arrasta. E mais do que longos discursos do que é certo ou errado, o mais importante é a lição de vida dada pelos pais. Com certeza os filhos darão menos atenção para as más influências se os pais são realmente um porto seguro. Isso exige, por parte dos mais velhos, o desejo de se comprometer a viver uma vida cristã séria e deixar maus hábitos de lado, como vícios em drogas lícitas ou ilícitas, de fofocas, de reclamações o tempo todo, de negativismo, de julgamentos indevidos principalmente em relação aos filhos, de culpar os outros pelos próprios erros, o de dogmatismo (impor opiniões ao invés de fatos), e etc.

5. Nada impede que os pais estudem um pouco

Uma reclamação constante é que os filhos perdem a fé quando chegam à faculdade ou ao se envolverem com determinados tipos de informações em sites, livros e etc. Alguns pais se desesperam ao não encontrar respostas para
determinados questionamentos que os confrontam. Mas nada impede que, para responder tais questionamentos, os pais peçam ajuda ao Espírito Santo, pois Jesus prometeu que o Espírito nos ensinaria todas as coisas necessárias
para testemunharmos a fé. E também nada impede que os pais estudem um pouco sobre determinados assuntos. Existem milhares de respostas bem adequadas já publicadas em muitos lugares. Basta fazer uma boa pesquisa em sites católicos sérios, em livrarias, em cursos, entre outros. Que tal começar adquirindo um Catecismo da Igreja Católica? Ou que tal verificar na nossa programação as várias dúvidas que o Padre Reginaldo responde?

6. Orar e jejuar

Tem coisas ruins que, por meio do jejum e da oração, não se aproximam da família, ainda mais quando os pais rezam pelos e com os filhos. Cabe aos pais fazerem sua parte, rezando, jejuando e aconselhando, mesmo que silenciosamente, assim como Santa Mônica fez por Santo Agostinho.

7. Não chorar o leite derramado

É comum que alguns pais e mães expressem certa frustração e se perguntem: “Onde foi que eu errei?”. Refletir sobre nosso comportamento é sempre válido, todavia, ficar se vitimizando numa autoculpa lamuriosa não resolve nada. Após avaliar a caminhada, é sempre necessário continuar com atitudes novas e escolhas refeitas. Mas o importante é levantar a cabeça e recomeçar.

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