Na Pascom, cada imagem é missão de evangelizar

Na Pascom, cada imagem é missão de evangelizar

Mais do que registrar momentos, a fotografia na Igreja tem a missão de revelar o invisível. No Dia Nacional da Fotografia (8 de janeiro), a Pastoral da Comunicação (Pascom) nos mostra que cada clique, quando feito com fé e respeito, pode se tornar anúncio do Evangelho. Fotografar celebrações, ritos e encontros católicos é uma atividade a serviço da evangelização.

Na Pascom, a fotografia é entendida como “escrita da luz”. Assim como os vitrais ensinaram a fé ao longo da história, especialmente na Idade Média, as imagens comunicam, formam e tocam corações.

Registrar a liturgia exige consciência espiritual. A Santa Missa e os sacramentos ações sagradas em que o próprio Cristo está presente. Por isso, fotografar na igreja pede algo essencial: sentido do sagrado.

O que é bom saber sobre fotografias na Igreja

Sentido do sagrado

Fotografar dentro da igreja não é o mesmo que fotografar em uma praça ou festa social. Mesmo quem não é católico deve compreender que ali acontece um encontro com o Mistério. Para o cristão, isso se traduz em silêncio interior, reverência e gestos discretos, sempre inspirados pela fé.

Conhecimento dos ritos

Um bom fotógrafo litúrgico precisa conhecer a estrutura da celebração. Sem isso, corre-se o risco de ignorar momentos centrais, como a Liturgia da Palavra, a Oração Eucarística e a Comunhão , ou de causar distrações em momentos que pedem recolhimento e oração.

Regras práticas durante as celebrações

Algumas normas básicas ajudam a garantir respeito e qualidade no serviço pastoral:

  • Evitar o presbitério: altar, ambão, sacrário e sede presidencial não devem ser ocupados por fotógrafos.
  • Discrição nos momentos mais sagrados: consagração, proclamação do Evangelho e comunhão pedem poucos cliques e máximo respeito.
  • Movimentação discreta: não cruzar corredores sem necessidade ou chamar atenção com deslocamentos bruscos.
  • Vestimenta adequada: roupas sóbrias, sem cores chamativas ou excessos.
  • Respeito aos fiéis: nem todo momento de emoção deve ser fotografado; empatia é essencial.

Um fotógrafo que vive a fé, age com discrição e conhece a liturgia ajuda os próprios fiéis a compreender melhor o que estão celebrando. A liturgia “integra e santifica elementos da criação e da cultura humana, conferindo-lhes a dignidade de sinais da graça” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1149). A imagem, quando bem utilizada, participa dessa missão.

 

Foto de destaque: Foto: Pastoral da Comunicação Arquidiocesana (Pascom) – Arquidiocese de São Salvador Bahia

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