Cliques 385
Em 2009, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu 18 de julho como o Dia Internacional de Nelson Mandela, uma forma de homenagear o líder sul-africano Nelson Mandela e o seu legado na luta por justiça social e união entre negros e brancos na África do Sul, o que lhe rendeu o Prêmio Nobel da Paz de 1993.
Madiba, como o ex-presidente é conhecido em sua terra natal, dedicou a vida à defesa dos Direitos Humanos e lutou por igualdade social e emancipação política e econômica para as pessoas negras de seu país. Por isso, acabou encarcerado durante 27 anos.
Entre os muitos exemplos que Nelson Mandela deixou, o perdão aos seus agressores e ao sistema injusto que tirou sua liberdade remete aos ensinamentos cristãos.
Mensagem do Senhor
Não foi fácil para Nelson Mandela perdoar o que foi feito com ele. E isso o atormentava bastante. Mas ele contou ter recebido um alerta do Senhor:
“Nelson, enquanto estavas na prisão, eras livre; agora que estás livre, não se torne seu prisioneiro.”
Mandela decidiu se libertar do rancor e das amarguras do passado e ser livre por completo.
“O perdão liberta a alma, afasta o medo. É por isso que o perdão é uma arma poderosa”, disse certa vez.
A ligação de Mandela e a Igreja Católica
A Igreja Católica e o Vaticano sempre mantiveram uma relação amistosa e de respeito com o ex-presidente da África do Sul, reconhecendo sua luta pela dignidade e sua mensagem pacifista e de
perdão.
Quando Nelson Mandela faleceu, em 2013, o Papa Francisco enviou telegrama ao governo sul-africano da época no qual destacou o “firme compromisso de Mandela na promoção da dignidade humana de todos os cidadãos da nação e na edificação de uma nova África do Sul construída nos firmes fundamentos da não violência, reconciliação e verdade.”
O Papa São João Paulo II visitou a África do Sul no tempo em que Mandela era presidente, em 1995, e foi recebido com todas as honrarias.
Apesar de não ter encontrado pessoalmente com Mandela, o Papa Bento XVI elogiou publicamente o líder sul-africano contra o sistema brutal do Apartheid e se referiu a ele como “promotor do perdão e da reconciliação”.
Saiba mais sobre Nelson Mandela
Nascido em 1918, na pequena vila de Mvezo, Rolihiahia Dalibhunga Mandela foi o primeiro presidente negro da África do Sul e governou o país de 1994 a 1999. Filho de família de nobreza tribal, também é conhecido pelo nome de Madiba, uma referência ancestral.
O nome Nelson foi dado por uma professora da escola primária, em homenagem ao almirante Horatio Nelson. Viveu sob o violento regime de segregação racial da África do Sul. Estudou sempre em instituições exclusivas para estudantes negros. Mandela ingressou no curso de Direito em 1939.
Conheça algumas curiosidades sobre Mandela
- Seu nome de batismo era Rolihlahla. Segundo a tribo Xhosa, a qual Mandela pertencia, o nome significava “tirar um galho da árvore ou causar problemas”. Devido à difícil pronúncia, Mandela começou a ser chamado de “Nelson”, já que o sul-africano admirava o almirante britânico Horatio Nelson.
- Fez uma pequena participação no filme “Malcolm X”, de Spike Lee.
- Seu nome foi colocado por cientistas em um fóssil de pássaro. A peça foi batizada de “Australopicus nelsonmandelai”.
- Casou-se com uma ex-primeira-dama. Graça Machel foi esposa do ex-presidente de Moçambique Samora Machel antes de viver com Mandela.
- Era um mestre dos disfarces. Quando tentava burlar as autoridades durante o apartheid, Mandela se disfarçava de diversas maneiras, como de motorista.
- Além da política, Mandela amava esportes, principalmente o boxe. “Não gosto da violência do esporte, mas o boxe me atrai por sua ciência, como os corpos se movem para se proteger”, disse o ex-presidente em uma ocasião.
- Seu prato preferido era “dobradinha”, feito com tripas.
- Abriu o primeiro escritório de advocacia formado por negros na África do Sul em 1952.
- Seu nome já esteve na lista de terroristas dos Estados Unidos. Foi removido em 2008, quando Mandela já tinha 89 anos de idade.
- Durante os 27 anos em que esteve preso, Mandela lia a poesia “Invictus”, de William Ernest Henley, em voz alta para outros detentos. O texto, cuja principal mensagem era “não se render jamais”, inspirou o líder sul-africano em suas palavras: “Sou o dono do meu destino. Sou o capitão da minha alma”.
Fonte: exame.com