Um pequeno gesto — inclinar levemente a cabeça ou o tronco — pode parecer apenas costume, mas faz parte da liturgia. A Igreja chama o gesto de vênia (ou inclinação) e o coloca entre as atitudes que educam o corpo para rezar e o coração para adorar. Cada movimento na Santa Missa tem um significado espiritual e nos ensina a reverência, a humildade e a obediência diante de Deus.
As vênias expressam exteriormente a fé que carregamos interiormente. Ao aprender quando e como realizá-las, somos conduzidos a viver a celebração com mais consciência, respeito e amor. A liturgia forma o cristão também pelos gestos.
“Vênia” é o nome comum para as inclinações previstas pelos livros litúrgicos. A Instrução Geral do Missal Romano explica que a inclinação é um gesto de reverência e honra prestadas a pessoas ou aos seus símbolos. Há duas formas: inclinação de cabeça e inclinação profunda do corpo (ou do tronco).
Esses gestos possuem momentos próprios e significados específicos dentro da celebração. Por meio deles, o corpo participa da oração da Igreja.
É importante não confundir os gestos. A genuflexão consiste em ajoelhar-se sobre o joelho direito até o chão e, na liturgia, significa adoração. Por isso, é reservada ao Santíssimo Sacramento e, em circunstâncias próprias, à Santa Cruz.
A vênia, por sua vez, é inclinar-se. Trata-se de reverência, não de adoração. Cada gesto comunica algo diferente e a precisão desses sinais protege a profundidade da fé e evita que a liturgia se torne apenas hábito mecânico.
É um gesto simples e breve. Inclinar a cabeça é reconhecer a santidade daquele nome pronunciado. O Missal Romano indica que se faz inclinação de cabeça:
É a inclinação do corpo, mais solene. Ela é realizada:
Sim, a vênia também é realizada fora da Santa Missa em contextos litúrgicos e devocionais. Ao passar diante do altar, por exemplo, faz-se inclinação profunda quando não se trata de momento de genuflexão ao Santíssimo. A Igreja não estabelece esses gestos para multiplicar regras, mas para formar cristãos na linguagem do sagrado. Quando compreendemos as vênias.
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