Quarto dia de pedalada no Caminhos da fé

Quarto dia de pedalada no Caminhos da fé

Uma aventura por dia. Assim é o desafio Caminhos da fé em que o Padre Jean Patrik, ao lado de sua equipe, está enfrentando. O time já está no quinto dia de desafio, mas hoje vamos acompanhar como foi a quarta parte da aventura.

Você pode ler toda a série clicando em:

Que tal encarar uma aventura?

A aventura continua

Caminhos da fé: segunda parte da aventura

Como foi o terceiro dia de pedalada 

Um percurso mais curto, mas espiritual

O dia foi totalmente atípico. Fizemos um trajeto bem mais fácil do que os outros dias, com apenas duas grandes serras e com a chegada ao destino no início da tarde. Saímos de Paraisópolis às 8h, um pouco mais tarde do que as outras duas vezes.

Fizemos nossa oração pedindo bênçãos para nosso trajeto e também pelo nosso país. Dois de nossos companheiros do grupo fizeram questão de levar a bandeira do Brasil amarrada nas costas em homenagem à nossa pátria (já que ontem foi 7 de setembro, Dia da Independência). 

Hoje, o que mais mexeu conosco não foram os desafios exteriores, mas sim os desafios interiores, emocionais. 

Conforme os dias vão passando, sentimos Deus trabalhando em nosso coração. A partir daí que cheguei ao seguinte raciocínio:

não somos nós que fazemos o caminho, e sim o caminho que nos faz, ou nos refaz. 

Encontros pelo caminho

Já nos primeiros quilômetros encontramos um ponto de apoio para os peregrinos que nos chamou a atenção. Em uma curva, o espaço é bem organizado, com flores, duas bicicletas retrôs e várias placas coloridas. Ao lado, uma casa de pau a pique que ainda está sendo construída. 

Paramos e encontramos o casal Euclides e Ana. Eles nos receberam muito bem, contaram com empolgação sobre o projeto de um ponto de apoio aos fiéis. 

Segundo Dona Ana, muitos caminhantes e ciclistas passavam por ali e pediam para usar o banheiro, por isso sentiram a necessidade de construir um lugar com banheiro e água para quem passasse por ali e precisasse usar o espaço. 

Senhor Euclides, que apelidamos carinhosamente de João de Barro, por estar construindo aquela casinha, relatou que estão nesta localidade apenas há 4 meses. E que, por onde passam, têm a missão de restaurar o lugar e depois seguir em frente para outro espaço. Me apresentei como Padre, e os convidei para uma bênção, o casal ficou emocionado. Fizeram questão de tirar fotos conosco. Aquela parada alegrou nossos corações e o deles também.

O cajado e a fé

Seguimos nosso caminho e chegamos à divisa dos estados de São Paulo e Minas Gerais, passamos pela estrada que pertence à cidade de São Bento do Sapucaí – SP, fizemos um trajeto de uns 5 km e logo cruzamos novamente a fronteira, retornando para Minas, município de Brazópolis. 

Após uma longa serra, chegamos em Cantagalo, uma pequena vila que lembra as cidades cenográficas das novelas brasileiras. 

Passamos por aí ainda não era meio-dia e resolvemos parar para o almoço. Foi na pequena venda à beira da estrada que conhecemos o Jocemar. Uma figura simpática e falante, um verdadeiro contador de histórias, fez questão de nos relatar que já fez o caminho da fé por mais de 40 vezes, a pé e de bicicleta, e que inclusive uma das vezes transportou uma cadeirante. 

Após o almoço pediu nossa atenção, junto com mais alguns peregrinos que estavam também fazendo sua refeição. Falou sobre a importância do cajado para o peregrino e o comparou com a família, por serem sempre nosso apoio nas dificuldades. 

Nesse momento, era nítida a emoção em todos os ouvintes que não tiravam os olhos daquele homem, com lágrimas na face. Fizemos vários vídeos e fotos e retomamos o caminho. 

Uma mensagem especial

Ao sairmos do comércio, uma das integrantes nos convidou para ouvirmos um áudio que ela havia recebido pelo WhatsApp. Foi mais um momento forte de emoções, principalmente para mim ao identificar a voz de minha mãe. 

No áudio ela agradecia a todos por estarem cuidando de mim e nos incentivava para continuarmos o percurso. Quero ainda destacar que todos os dias meu pai também manda uma pequena mensagem pelo WhatsApp me incentivando para continuar, e a família toda está acompanhando, minha irmã e meu cunhado, juntamente com as minhas três sobrinhas, uma ainda no ventre de minha irmã. 

Estávamos todos muito emocionados e empolgados para chegar à pousada em Luminosa, faltavam apenas 7 km para fecharmos o percurso do dia. 

Assim, antes das 15h já estávamos na pousada onde pernoitamos, que é também uma cervejaria. Aqui degustamos  uma cerveja artesanal envelhecida no carvalho. 

O momento motivou bonitas partilhas entre o grupo, falamos sobre  a vida, religião, nossas emoções e expectativas. Até o anoitecer já tínhamos tomado banho e esperávamos para o jantar. Mas não havia como escondermos nossa preocupação com o percurso de amanhã, quando teremos que subir a temida Serra da Luminosa.

Sobre as dores no corpo, confesso que já me acostumei e parecem não incomodar mais como nos primeiros dias, apesar de estar andando com pernas duras como se fosse boneco.

 

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Comentários

  • Gislaine Nunes da Silva
    Maravilhoso... parabéns a essa equipe linda, que percorre o caminho da Fé... casa da Nossa Mãe!
  • Marli
    Maravilhoso, inspirador
  • Marli
    Maravilhoso, inspirador

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