Dor de garganta não escolhe estação. Embora seja mais associada aos dias frios, pode surgir em qualquer época do ano, inclusive no calor intenso. Mudanças bruscas de temperatura, consumo frequente de bebidas geladas, ambientes com ar-condicionado, baixa hidratação e infecções virais ou bacterianas estão entre as causas mais comuns desse incômodo tão conhecido.
No verão, o problema pode até se tornar mais frequente do que se imagina. O calor favorece a desidratação, resseca as mucosas e facilita inflamações na garganta. Por isso, atenção aos sinais: dor ao engolir, sensação de ardência, rouquidão persistente, febre ou placas esbranquiçadas são indicativos de que é hora de procurar um profissional de saúde.
Segundo a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), a dor de garganta é um sintoma que pode ser comum em muitas doenças e é provocada por uma inflamação que atinge a faringe (faringite), podendo, também, afetar a laringe (laringite) ou as amígdalas (amigdalite). A causa mais frequente associada à dor de garganta é a infecção viral, ou seja, gripe ou resfriado. Sendo assim, o tratamento se baseia na causa viral, sem necessidade do uso de antibiótico.
Ainda de acordo com a ABORL-CCF, coriza, congestão nasal, tosse ou rouquidão, associados à dor de garganta, podem ser diagnosticados como um quadro viral. Já as placas na garganta podem fazer parte tanto do quadro bacteriano quanto viral. O paciente deve passar por uma avaliação do médico otorrinolaringologista para que possa haver o diagnóstico de quadro viral ou bacteriano.
Cuidar do corpo faz parte da responsabilidade cristã com o dom da vida. A fé também nos recorda que somos inteiros: corpo, alma e espírito. A Igreja propõe, há séculos, a bênção da garganta.
Celebrada tradicionalmente no dia de São Brás, bispo e mártir do século IV, a bênção da garganta recorda a intercessão daquele que, segundo a tradição cristã, protege os fiéis contra os males da garganta e outras enfermidades.
O rito costuma acontecer após a Santa Missa ou em celebração própria. O sacerdote utiliza duas velas cruzadas, que são aproximadas da garganta do fiel, enquanto profere uma oração pedindo a proteção de Deus, por intercessão de São Brás. Em muitas comunidades, as velas são previamente abençoadas e o gesto é realizado de forma breve, respeitosa e simbólica.
A bênção é um convite à confiança e não substitui o acompanhamento médico. Expressa a certeza de que Deus cuida do seu povo também nos pequenos sofrimentos do cotidiano.

Participar da bênção da garganta é um ato de fé e também um chamado à responsabilidade. A Igreja ensina que buscar tratamento, seguir orientações médicas e adotar hábitos saudáveis não contradiz a confiança em Deus. Ao contrário, é uma forma concreta de cooperar com a graça.
Por isso, diante de sintomas persistentes, a orientação é procurar um especialista. Também vale se informar na própria paróquia se haverá a bênção da garganta e como será realizada.
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