Educação que cuida da “Casa Comum” começa em família
Você sabia que uma simples atitude como separar corretamente o papel reciclável pode ajudar a evitar o desperdício de recursos naturais, reduzir o desmatamento e ainda fomentar a economia circular? Apesar de parecer simples, muitos deslizes no descarte acabam inviabilizando o reaproveitamento desse material. É importante lembrar que o Planeta Terra é a nossa “Casa Comum”, como lembra a carta encíclica Laudato Si’.
Segundo a arquiteta e urbanista Claudia Baker Kaipper, que é especialista em perícia e avaliação ambiental, nem todo tipo de papel pode ser reciclado, mas pode-se dizer que boa parte dos tipos de papel que mais utilizamos no nosso dia a dia pode ser reaproveitado pela indústria, pois já existe tecnologia para isso.
“A possibilidade de reciclagem depende não só de tecnologias adequadas, mas também da quantidade e qualidade do papel encaminhado para a indústria de reciclagem e da viabilidade econômica dela (indústria) produzir novos produtos, utilizando como matéria-prima o papel descartado”, explica a especialista.
Claudia acrescenta que, de modo geral, papéis pintados com tintas, riscados por canetas ou mesmo giz de cera são facilmente reciclados. Se forem metalizados, compostos por camadas de plástico, parafina ou silicone, seu reaproveitamento é mais difícil, porque separar as camadas é complicado e caro para a indústria. Isso enfraquece o interesse pelo material. Uma exceção é o caso das embalagens longa vida (Tetra Pak), que podem ser utilizadas na fabricação de telhas para a construção civil.
Por isso, confira as dicas práticas para fazer a destinação correta e descubra o que pode ou não ser reciclado. A reciclagem depende de três fatores principais:
Papéis comuns como jornais, revistas, folhas de caderno, papel sulfite, envelopes e caixas de papelão são recicláveis, desde que estejam limpos e secos. Já papéis contaminados por gordura, óleo, restos de alimentos ou umidade perdem valor industrial e podem inviabilizar o processo.
A regra é: papel sujo contamina outros materiais.
As embalagens longa-vida (como as do tipo Tetra Pak) também são recicláveis, embora exijam tecnologia específica para separação das camadas.
Esses materiais contêm contaminantes ou substâncias químicas que dificultam ou impedem o reaproveitamento.
Não. Se no escritório alguém joga café na lixeira e molha papéis recicláveis, o material deixa de ter valor industrial. A contaminação inviabiliza o reaproveitamento.
Sim. Na dúvida, coloque para reciclar, mas apenas se estiver limpo e seco. E um detalhe importante: o papel deve estar protegido. Muitas vezes ele passa por cooperativas, catadores e diferentes etapas até chegar à indústria. Material sujo ou molhado atrai insetos e pode ser descartado antes mesmo de chegar ao destino correto.
A reciclagem é importante, mas não substitui a redução do consumo. A Igreja recorda que o cuidado com a criação começa nas escolhas diárias. Reduzir impressões, evitar desperdício e optar por produtos sustentáveis são atitudes que expressam responsabilidade moral com o próximo e com as futuras gerações.
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