Os riscos dos bronzeamentos caseiros e por que a SBD alerta para o perigo

Os riscos dos bronzeamentos caseiros e por que a SBD alerta para o perigo

Refrigerante ou óleo de cozinha para se bronzear? Parece brincadeira, mas pode custar muito caro à saúde. No Dezembro Laranja, mês de prevenção ao câncer de pele, especialistas reforçam um alerta urgente: métodos caseiros e equipamentos artificiais de bronzeamento são extremamente perigosos e aumentam consideravelmente o risco de queimaduras, envelhecimento precoce e desenvolvimento de tumores cutâneos. Mesmo assim, a busca pela “cor do verão” leva muitas pessoas a recorrer a práticas que comprometem a saúde — algumas delas proibidas no Brasil há mais de uma década.

Bronzeamentos caseiros, uso de produtos improvisados e câmaras de radiação artificial continuam populares, embora representem um risco grave. Receitas com frutas, plantas, refrigerantes, sal grosso, óleo de cozinha ou vaselina aparecem como atalhos para acelerar a cor, mas trazem danos profundos e imediatos à pele.

Produtos caseiros podem reagir com o pH natural e causar alergias, manchas e queimaduras químicas. Os que utilizam óleos (como coco, azeite ou parafina líquida) tornam a pele ainda mais vulnerável à radiação UV, “fritando” literalmente as camadas superficiais e deixando marcas definitivas. Já substâncias como água oxigenada e refrigerantes ácidos provocam inflamações severas, descamações e lesões irreversíveis.

Além disso, o famoso “bronzeamento de fita”, muitas vezes realizado com materiais tóxicos, como fita isolante, expõe a pele a agressões químicas somadas ao excesso de sol, o que amplia o risco de queimaduras graves.

Exposição solar sem proteção, envelhecimento precoce e câncer

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reforça que qualquer grau de exposição ao sol sem proteção acelera o envelhecimento da pele e eleva o risco de câncer. Quando essa exposição acontece de forma artificial, como em câmaras de bronzeamento, os danos são ainda maiores, especialmente em pessoas de pele clara.

A SBD explica que a radiação ultravioleta aplicada nesses equipamentos é muito mais intensa que a exposição natural ao sol no mesmo período. Isso causa agressões cumulativas que podem resultar em rugas profundas, manchas, perda de elasticidade e lesões pré-cancerígenas. Para tabagistas, os danos cutâneos são ainda mais identificados.

Equipamentos de bronzeamento artificial

Desde 2009, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe o uso de câmaras de bronzeamento artificial para fins estéticos no Brasil, decisão fundamentada no fato de que a radiação UV utilizada nos aparelhos é oficialmente classificada como cancerígena pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), ligada à OMS.

Mesmo assim, discussões recentes sobre liberar novamente esses equipamentos acenderam um alerta. A SBD reforça que esse movimento vai na contramão da saúde pública, já que a exposição controlada por máquinas aumenta a incidência de tumores cutâneos e compromete áreas do corpo que, normalmente, não receberiam radiação solar direta.

Há formas seguras de bronzear a pele?

A SBD deixa claro que não existe bronzeamento saudável induzido pelo sol. Porém, há alternativas estéticas que não prejudicam a saúde:

Autobronzeadores

Cremes que pigmentam a superfície da pele sem estimular melanina. São seguros, desde que aplicados de forma homogênea para evitar manchas.

Bronzeamento a jato (jet bronze)

Pigmento aplicado por profissionais habilitados, com duração temporária. Não protege contra o sol: continua obrigatório o uso de protetor solar.

Alimentos ricos em carotenoides

Frutas e legumes alaranjados (mamão, cenoura, abóbora, manga) depositam pigmento gradualmente na pele, produzindo um tom levemente dourado. Mas não reduzem o risco de queimaduras ou câncer.

Além disso, é sempre importante lembrar:

  • Use protetor solar FPS 30 ou mais, reaplicado a cada duas horas ou após suor e mergulho.
  • Para peles claras, recomenda-se FPS superior a 50.
  • Evite o sol entre 9h e 15h, período de maior radiação UV.
  • Hidrate bem a pele após a exposição protegida.
  • Procure profissionais qualificados para qualquer procedimento estético.
  • Jamais utilize receitas caseiras, produtos improvisados ou substâncias sem registro.

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) aponta que o câncer de pele não melanoma é o tumor mais frequente do país e representa cerca de 31,3% de todos os novos casos anuais. Apesar de ser considerado menos agressivo, pode causar deformidades importantes quando localizado em áreas sensíveis, como pálpebras, lábios e orelhas, e exigir cirurgias extensas.

Já o melanoma, embora represente aproximadamente 4% dos cânceres de pele, é o mais grave devido ao alto potencial de metástase. Diagnóstico precoce e prevenção são decisivos para evitar desfechos fatais.

O Dezembro Laranja, campanha nacional liderada pela SBD, reforça exatamente que prevenir é melhor e mais seguro do que tentar tratar os danos depois.

 

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