Papa Leão – Foto: Vatican Media
O cinema também pode ser lugar de encontro com a esperança. Essa convicção apareceu de forma clara quando Papa Leão XIV revelou, em vídeo divulgado pelo Vaticano, quais são seus quatro filmes preferidos de todos os tempos. As escolhas atravessam décadas do século XX e ajudam a compreender como a arte cinematográfica pode tocar temas profundamente humanos.
O depoimento foi divulgado em novembro, às vésperas de uma audiência na Santa Sé com nomes consagrados o cinema, como Cate Blanchett e Spike Lee. Na ocasião, o Papa destacou o desejo de aprofundar o diálogo entre a Igreja e o cinema, que tem força educativa, cultural e social.
Clássico dirigido por Frank Capra, o filme acompanha a vida de George Bailey, um homem comum que descobre, em um momento de desespero, o impacto silencioso de sua bondade na vida dos outros. A obra fala sobre reconhecer o valor da existência, mesmo quando ela parece pequena ou invisível.
Ambientado na Áustria pré-Segunda Guerra, o musical conta a história de Maria, uma jovem noviça que leva música, alegria e afeto à família Von Trapp. O filme aborda temas como vocação, família, liberdade e resistência.
Drama sensível sobre uma família marcada pela dor, pelo luto e pela dificuldade de comunicação. A narrativa expõe fragilidades humanas profundas e mostra como o caminho da cura passa pela verdade, pela escuta e pelo amor que aprende a recomeçar.
Ambientado durante o Holocausto, o filme italiano narra a história de um pai que usa a imaginação e o humor para proteger o filho dos horrores do campo de concentração. Uma obra comovente sobre amor, sacrifício e esperança em meio à tragédia.
Segundo o padre Antonio Spadaro, que participou da organização do encontro no Vaticano, em todas essas escolhas, “a bondade aparece frágil, quase deslocada e, justamente por isso, revolucionária”.

Durante o encontro com artistas e cineastas, Papa Leão XIV definiu o cinema como uma verdadeira “oficina da esperança”. Ele destacou que a arte cinematográfica é capaz de entreter, mas de educar, provocar reflexão e ajudar as pessoas a se reencontrarem consigo mesmas e com o sentido da vida. Também manifestou preocupação com o fechamento de salas de cinema e pediu apoio à preservação dessa experiência coletiva.
Essa abertura da Igreja ao diálogo com as artes não é nova. Papa João Paulo II foi um dos grandes incentivadores desse encontro, especialmente por meio da Carta aos Artistas (1999), na qual reconheceu a arte como caminho privilegiado para expressar o mistério, a beleza e a dignidade humana. Para ele, artistas e a Igreja compartilham a missão de despertar o homem para aquilo que transcende o imediato.
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