Desde o início da história da salvação, Deus confiou às mulheres um papel decisivo no cuidado, na fé e na transmissão da esperança. Foi a uma mulher, Maria, que o Senhor confiou o maior mistério da humanidade. Ao longo do Evangelho, outras caminharam com Jesus, ampararam a missão, permaneceram aos pés da Cruz e foram as primeiras testemunhas da Ressurreição. Essa presença silenciosa e fiel é viva na Igreja, em cada trabalho e missão abraçados.
Nas comunidades espalhadas pelo mundo, são as mulheres que, muitas vezes, sustentam o cotidiano da fé. Catequistas que formam crianças e adultos, ministras que auxiliam na liturgia e na caridade, coordenadoras de comunidades e pastorais que organizam, escutam e cuidam. Esse serviço nasce do Batismo, expressa a vocação de ser discípula missionária e colocar dons e talentos a serviço do Reino de Deus.
Em 2025, Papa Leão XIV falou sobre a presença das mulheres na missão da Igreja e compartilhou exemplos inspiradores de religiosas do Peru. Ao citar que há lugares com mais impedimentos à participação delas, o Pontífice disse que é tarefa da Instituição Católica ajudar a transformar culturas “conforme os valores do Evangelho” para que a discriminação possa ser eliminada e “os dons e carismas de cada pessoa sejam respeitados e valorizados”.
Além da vida paroquial, a atuação feminina se fortaleceu nas estruturas de responsabilidade da Igreja. Nos últimos anos, durante o pontificado do Papa Francisco, mulheres passaram a ocupar funções inéditas no Vaticano. Aconteceu a nomeação da religiosa italiana Simona Brambilla como prefeita do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica. Ela é a primeira a liderar um Dicastério da Santa Sé, responsável por acompanhar congregações religiosas mundialmente.
Outro caso significativo é o da religiosa franciscana Raffaella Petrini, que assumiu a presidência do Governatorato do Estado da Cidade do Vaticano, função ligada à administração e ao funcionamento cotidiano do menor Estado do mundo. São exemplos de reconhecimento da competência e da contribuição feminina em instâncias decisivas da Igreja.
Também ganharam destaque mulheres como: Nathalie Becquart, primeira mulher com direito a voto em um Sínodo dos Bispos; e Francesca Di Giovanni, que atua no Secretariado de Estado. Elas se somam a tantas outras leigas e religiosas que colaboram em comissões, dicastérios, conselhos e participam dos processos de discernimento e serviço à missão evangelizadora.
Para levar a missão de Cristo e evangelizar a todos, lembramos a importância do serviço. A contribuição feminina nas comunidades e nos espaços institucionais deve ser um modo de viver o Evangelho, com escuta, cuidado, perseverança e fidelidade. Assim como Maria e as discípulas que acompanharam Jesus desde o início, em todo o planeta mulheres fazem a Igreja ser casa, mãe e sinal de esperança para a humanidade.
________________________________________________________________________________
Conteúdo adaptado do espaço IDe+ no Jornal do Evangelizador – Ano XIX – n° 222 – março/2026
Deixe seu comentário sobre o que você achou do conteúdo.
Assine nossa newsletter, receba nossos conteúdos e fique por dentro
de todas as novidades.