“A santidade é o cotidiano da vida vivida à luz de Deus”

“A santidade é o cotidiano da vida vivida à luz de Deus”

Gianna estudou muito e tornou-se doutora em medicina e cirurgia e, em 1952, se especializou em pediatria. Mas preferiu atender como clínica geral para socorrer todos os que estivessem abandonados. Enquanto não conseguia resolver o problema de um paciente, não permitia que ele saísse de seu consultório. Normalmente doava remédios para quem não tinha condições de comprar e ajudava a procurar emprego para muitos dos que a ela recorriam.

Enquanto médica cristã, Gianna sempre dizia que “quem toca o corpo de um paciente, toca o corpo de Cristo” e, por isso, um dos seus sonhos era ser missionária no Brasil, para poder tocar em Jesus que estava tão presente nos doentes e pobres dessa terra.

Ela buscou em oração ouvir de Deus qual era sua vocação e percebeu, por inspiração divina, que seu chamado era para o Sacramento do Matrimônio. Em setembro de 1955, Gianna se casou com Pedro Molla, um reconhecido engenheiro industrial. Viveram como um bom casal católico: recebendo os sacramentos regularmente, participando da Missa e fazendo orações juntos. Além disso, ela também participava ativamente da Ação Católica Feminina e, por meio desta atitude, testemunhava seu amor à Virgem Maria.

Gianna gostava muito de viajar, adorava a neve e, por isso, amava esquiar. Também era uma ótima pintora e quase nunca deixava de sorrir. Como uma mulher da modernidade, gostava de ir aos teatros e assistir concertos sempre que possível. Era muito bonita e todos reconheciam o quanto era elegante nos seus modos e na maneira de se vestir.

Uma serva do Senhor

Em setembro de 1961, Gianna, que já tinha três filhos, recebeu com alegria a notícia de que esperava uma nova criança. Porém, após sentir-se mal e ser hospitalizada, descobriu que seu útero estava tomado por um agressivo fibroma. A única solução para sobreviver e não deixar seus filhos órfãos seria a retirada da criança que estava se formando dentro dela. Como médica, sabia que era sua única alternativa. Mas como cristã, e tomada de paixão pela vida em seu ventre, decidiu firmemente levar a gravidez até o fim.

Em 28 de abril de 1962, enquanto passava pelo procedimento, Gianna suplicou ao cirurgião que salvasse a vida da criança ao invés da dela. Assim nasceu a pequena Joana Emanuela, a qual segurou nos braços uma única vez antes de falecer dizendo: “Jesus, eu Te amo. Eu Te amo”.

Seu marido relatou na época. “Sempre me pareceu uma mulher completamente normal, mas (…) a santidade não é feita somente de sinais extraordinários. É feita, sobretudo, da adesão cotidiana aos desígnios insondáveis de Deus”. Sua filha Joana cresceu e seguiu os passos da mãe, levando amor aos mais abandonados, principalmente aos idosos.

Os milagres que favoreceram sua canonização vieram justamente do Brasil, lugar no qual ela tanto desejou evangelizar. Em 2004, o Papa João Paulo II a canonizou como Santa Gianna Beretta Molla, ressaltando sua fé heroica, seu profundo respeito pela vida, seu exemplo como mãe, esposa, como profissional da saúde e como mulher evangelizadora.

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