Durante o período de férias escolares, longe da rotina das salas de aula, as crianças têm a oportunidade de aprender de uma forma diferente — e igualmente importante. O brincar livre, as atividades ao ar livre e os momentos de convivência familiar fazem parte do desenvolvimento físico, emocional, social e cognitivo da infância.
De acordo com a rede de escolas Maple Bear Brasil, as férias representam uma fase estratégica para estimular o aprendizado de maneira leve e significativa, com respeito ao ritmo natural das crianças. Longe da rotina estudantil, podem explorar o mundo ao redor com mais curiosidade, autonomia e criatividade.
Atividades lúdicas, especialmente aquelas realizadas ao ar livre, contribuem diretamente para a saúde física, fortalecem a coordenação motora, a resistência e a imunidade.
Se acordo com especialistas em educação e saúde mental infantil, o brincar estimula a imaginação, favorece a resolução de problemas e ajuda a criança a aprender a negociar, compartilhar e lidar com frustrações, que são habilidades fundamentais para a vida em sociedade.
A Sociedade Brasileira de Psicologia e educadores ouvidos pelo Portal SEGS destacam que o período de descanso também é essencial para a saúde emocional dos pequenos, reduzindo níveis de estresse e ansiedade acumulados durante o ano letivo.

Para que o desenvolvimento seja saudável, especialistas defendem um equilíbrio entre momentos livres e pequenas responsabilidades. Higiene pessoal, arrumar a cama ou organizar brinquedos ajudam a criança a construir autonomia e senso de cuidado, sem transformar as férias em um período de cobranças.
“A criança precisa de tempo para brincar, mas também de limites que ofereçam segurança emocional”, explica a psicóloga Dra. Suely Poitevin (CRP 08/05080), credenciada da Paraná Clínicas, do Grupo SulAmérica. Segundo ela, atividades lúdicas permitem que sentimentos difíceis sejam expressos de forma simbólica:
“O brincar ajuda a criança a apresentar de maneira lúdica aquilo que tem dificuldades de mostrar com palavras. São conteúdos do seu mundo interno que se misturam com elementos da realidade exterior.”
A Maple Bear Brasil, que adota a metodologia canadense de ensino, reforça que o aprendizado não acontece apenas na escola. Durante as férias, experiências simples podem manter o cérebro ativo e favorecer o desenvolvimento integral:
Essas práticas estimulam curiosidade, criatividade, pensamento crítico e habilidades socioemocionais, sem a rigidez de uma rotina escolar.

Especialistas reforçam que as férias são um momento oportuno para fortalecer o hábito da atividade física. Pular corda, jogar bola, andar de bicicleta ou simplesmente brincar ao ar livre ajudam no controle do peso, na saúde cardiovascular e no bem-estar emocional.
O professor de Biologia Giovani Lucas Miranda, do Curso e Colégio Acesso, explica que “qualquer atividade é válida. Elas estimulam o cérebro, o raciocínio lógico e as funções motoras, além de promoverem evolução física e emocional.”
Instituições de saúde também reconhecem o impacto positivo das férias no bem-estar infantil. No Hospital da Criança 12 de Outubro, o entendimento é de que saúde vai além da ausência de doença.

Segundo a instituição, momentos de lazer, viagens, passeios em família, contato com a natureza e experiências culturais contribuem diretamente para a qualidade de vida das crianças, ajudando-as a retornar ao ano letivo mais seguras, confiantes e emocionalmente equilibradas.
As férias são um tempo de reconstrução interior. Entre brincadeiras, descanso e descobertas, a criança aprende sobre si mesma, sobre o outro e sobre o mundo. Quando vividas com equilíbrio, atenção e afeto, são um investimento na formação humana.
O desafio das famílias é oferecer experiências que eduquem, cuidem e façam feliz, pois uma infância bem vivida é base para uma vida inteira.
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