Jesus curou dez leprosos. Quantos voltaram para agradecer?

Jesus curou dez leprosos. Quantos voltaram para agradecer?

A pergunta foi tema da enquete dessa sexta-feira (24) no programa Bote Fé, da Rádio Evangelizar. Você sabe responder e entende o que essa passagem da Bíblia ensina? Como está no Evangelho de São Lucas (17,11-19), o Senhor curou dez leprosos, mas apenas um voltou para agradecer

Dez homens são curados e apenas um retorna

Caminhando para Jerusalém, Jesus passava entre a Samaria e a Galileia. Quando estava para entrar num povoado, dez leprosos vieram a seu encontro. Pararam à distância, como exigia a lei à época, e gritaram: “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!”. Ao vê-los, Jesus disse: “Ide apresentar-vos aos sacerdotes”. Enquanto caminhavam, perceberam que ficaram curados. 

Essa história fala sobre os milagres do Cristo, e esse exemplo que alcançou a todos que Lhe pediram, mas ensina muito mais sobre a atitude de quem recebe. A lepra implicava exclusão social, religiosa e afetiva. As pessoas que tinham a doença eram afastadas de tudo: da família, da comunidade e do culto. Jesus, ao vê-los, fez o gesto imediato de cura ao dizer “Ide mostrar-vos aos sacerdotes.” (Lucas 17,14).

No caminho, ao perceber que estava curado, um dos dez resolveu voltar para uma atitude que os outros não tiveram.

“Voltou glorificando a Deus em alta voz, prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu” (Lcucas17,15-16).

Mais um detalhe nessa história é importante: o homem que voltou era samaritano. Ou seja, alguém visto como estrangeiro e distante da fé judaica. Jesus perguntou:

“Não foram dez os que ficaram curados? Onde estão os outros nove?” (Lucas 17,17).

Ao homem que voltou, Jesus disse:

“Levanta-te e vai; a tua fé te salvou” (Lucas 17,19).

Cura e salvação

Todos foram curados fisicamente. Mas apenas um experimentou algo mais profundo, que é a salvação. Receber um benefício de Deus não é o mesmo que entrar em relação com Ele. A gratidão abre esse caminho. É importante meditar sobre essa passagem, reconhecendo nela um retrato da alma humana.

Santo Agostinho observou que muitos recorrem a Deus na necessidade, mas poucos retornam para agradecer. Para ele, os nove representam aqueles que recebem dons, mas permanecem distraídos, enquanto o samaritano simboliza quem reconhece e responde ao amor de Deus.

São João Crisóstomo disse que a gratidão não é apenas educação espiritual, mas sinal de fé verdadeira. Quem agradece, reconhece que tudo vem de Deus e, por isso, se aproxima ainda mais d’Ele.

A Escritura Sagrada mostra a importância da gratidão como atitude fundamental diante de Deus. No Salmo 136 está escrito:

“Dai graças ao Senhor, porque ele é bom: eterna é a sua misericórdia.”

São Paulo Apóstolo orientou diretamente as primeiras comunidades:

“Em tudo dai graças, pois esta é a vontade de Deus a vosso respeito em Cristo Jesus” (1 Tessalonicenses 5,18).

“Perseverai na oração, atentos e agradecidos” (Colossenses 4,2).

Gratidão é reconhecimento

A gratidão não depende das circunstâncias, pois deve nascer do reconhecimento de quem Deus é. Entre os dez, onde estamos? A caminhada cristã é farta em receber graças, mas também em cumprir etapas, pois se realiza plenamente no encontro, o qual se fortalece quando há gratidão.

Padre Reginaldo Manzotti traz aprofundamentos sobre a passagem. Assista:

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