Dono de um sorriso que encanta fiéis e os milhões que assistem aos seus vídeos pelas redes, Miguel é uma criança cheia de vida e seus posts como coroinha têm milhões de visualizações. Com dez anos de muitas histórias, “Mig” adora dançar e jogar futebol na Escola Atlântico, onde estuda, no estado de São Paulo. Ele tem Síndrome de Down e é um exemplo de como pode ter uma vida com autonomia e diversos sonhos a realizar.
Comprometido com sua atividade, ajuda o Padre no Sacramento da Eucaristia e lembra a todas as crianças: “tem que ir à Missa”. Na entrevista ao IDe+, demonstrou com carinho como reza. Ele fez a posição universal da oração com as mãos e deu um abraço na mãe, dizendo que “Deus é amor”. Tem livros infantis católicos e hoje ajuda a irmã mais nova, Alice, a também já crescer na fé.
Miguel ainda realiza mais atividades, incluindo desfilar na passarela e fazer fotos como modelo infantil. Quando crescer, quer ser jogador de futebol.
Mig “modelando”./Foto: arquivo pessoal
E como Miguel passou a ser esse coroinha tão dedicado e encantador? Sua mãe, Tássia Lopes, bancária, conta que veio de uma família desestruturada, sem compromisso com a fé e com muitos desentendimentos. Ela sabia que queria construir algo totalmente diferente. Quando conheceu Léo, seu marido, falou que queria uma família que frequentasse a Igreja, que tivesse Deus acima de tudo — sem as brigas que já tinham sido tão comuns em sua vida.
“Com a chegada de Miguel, a religião ficou muito mais presente. Eu sofri bastante na gestação porque eu descobri que o Miguel teria Síndrome de Down e a cardiopatia rara, que era nossa maior preocupação. Eu acho que Deus abraçou a gente e nos trouxe para bem mais perto dele”, conta.
Tássia lembra que quando ia à Santa Missa e via as crianças no Altar, falava que Miguel um dia seria coroinha. “E hoje esse sonho se realizou” — comemora, orgulhosa. Os vídeos do filho fazem muito sucesso nas redes, que são canais que a mãe usa para evangelizar e mostrar como ter fé é a força dessa família inspiradora.
Miguel foi à sua primeira Santa Missa ainda no primeiro mês de vida. Naquele momento, Padre Divaldo pegou o bebê no colo e o levantou, apresentando à comunidade, e disse “o milagre tem nome e tem rosto: é o Miguel”.
O retorno aos vídeos de Miguel é muito positivo. A maioria das pessoas envia carinho à família e partilha a importância das publicações existirem. A mãe conta que há alguns comentários negativos, mas que não chegam a 1%.
“Eu recebo muitas mensagens no meu direct de mães que não querem se expor. Elas falam que, vendo o Miguel, uma criança com Down, passam a entender sobre Deus, porque Deus a gente só consegue sentir, sentir a presença, a gente imagina como Ele é. Elas falam que isso dá esperança para elas de que os seus filhos também poderão estar presentes na Igreja e fazer parte”.
Foto: arquivo pessoal
Como lembra a mãe de Miguel, inclusão também é reconhecer que pessoas com Down têm condição de ter autonomia, de ter amigos, namorar, ir ao cinema e, principalmente, sentir todas as emoções e sentimentos que todas as outras pessoas sentem.
A mãe deixa um recado sobre isso:
“Quando as pessoas virem uma pessoa com Down, além de elas imaginarem que são lindas, maravilhosas, fofinhas, amorosas, que sim — são capazes de ter sentimentos como tristeza, ficar brava, indecisa, angustiada. Que consegue ver o que a gente vê, entender Jesus, Maria, saber rezar, saber que depois de comungar é o momento com Deus. Porque a inclusão não é só incluir no lugar, né? As pessoas têm que mudar o pensamento e entender que elas têm capacidade”, compartilha a mãe de um coroinha cheio de fé e compromisso com Deus, com sua família e com a sua vida.
A família de Miguel./Foto: arquivo pessoal
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