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Não tenhamos receio de recorrer a Nossa Senhora para que nos auxilie. Ela é nossa advogada nas causas difíceis. Por isso, nós a chamamos de “advogada nossa” na oração Salve-Rainha. Temos vivido tempos difíceis e tantas tribulações. Como é importante, diante desses cenários, saber que podemos contar com o amparo e a proteção de Nossa Senhora. Ela também passou por aflições e nos dá o exemplo de enfrentar tudo com sensatez, equilíbrio e firmeza.
Existem vários títulos de Nossa Senhora, mas chamo atenção para um que, confesso, não tinha conhecimento até
que ganhei de presente uma imagem: Mãe de Pentecostes ou Nossa Senhora de Pentecostes. E, faz todo o sentido. Maria, a discípula plena da graça, colaborou com a ação criadora do Espírito Santo, reservadamente, gerando no Seu seio o Filho de Deus e na ação comunitária do Espírito, no evento de Pentecostes que, neste ano, acontece no domingo (24). São João Paulo II, assim explica a ligação entre os dois fatos.
“A caminhada de fé de Maria, que vemos a orar no Cenáculo, é mais longa do que a dos outros que aí se encontravam reunidos: Maria ‘precede-os’, vai adiante deles. O momento do Pentecostes, em Jerusalém, foi preparado pelo momento da Anunciação, em Nazaré. No Cenáculo, o itinerário de Maria encontra-se com a caminhada da fé da Igreja” (RM 26).
Maria esteve com os Apóstolos em oração no Cenáculo, à espera do cumprimento da promessa da vinda do Espírito Consolador, a qual se realizou no Pentecostes, quando da efusão do Espírito Santo e do início da missão evangelizadora da Igreja. Maria não poderia estar fora desse acontecimento, não se imagina a Igreja sem Maria. Diz o Catecismo:
“Ao final desta missão do Espírito, Maria torna-se a ‘Mulher’, nova Eva, ‘Mãe dos viventes’, Mãe do ‘Cristo total’. É nesta qualidade que Ela está presente com os Doze, ‘com um só coração, assíduos à oração’ (Atos dos Apóstolos 1,14), na aurora dos ‘últimos tempos’ que o Espírito vai inaugurar na manhã de Pentecostes, com a manifestação da Igreja” (Catecismo da Igreja Católica, 726).
Ainda outra celebração que encerra o mês Mariano é a Festa da Visitação, que neste ano acontecerá em 31 de maio. Podemos observar que Maria, mulher simples, do povo, logo entendeu a grandiosidade de Sua missão. Isso foi confirmado por Sua prima Isabel tão logo recebeu a visita da Virgem. Nesse encontro, Maria foi exaltada, não por sua importância como criatura, mas em razão d’Aquele que trazia dentro do ventre: Jesus.
Tratou-se de uma troca de experiências muito valiosa entre duas agraciadas que entendiam as maravilhas do Pai. Não por acaso, o Magnificat se inicia com Maria expressando-se na primeira pessoa do singular, mas logo passa às realizações de Deus na história.
Nós também somos chamados a levar Jesus por onde formos e a quem encontrarmos no caminho. Assim como Isabel o fez ao ver Maria, as pessoas têm de perceber em nós a presença do Senhor. Será que isso acontece?
Que a Mãe de Pentecostes nos ajude nessa missão.
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