5 coisas que não são penitências e podem fugir do propósito cristão

5 coisas que não são penitências e podem fugir do propósito cristão

A penitência faz parte da caminhada de fé, especialmente em tempos como a Quaresma. Nesta época, bem como durante todo o ano, nem todo sacrifício pode ser considerado uma prática penitencial. Pela tradição católica, a penitência está ligada à conversão, ao arrependimento e ao desejo de se aproximar de Deus.

Por isso, algumas atitudes podem parecer, à primeira vista, formas de sacrifício, mas não correspondem ao verdadeiro sentido da penitência. Confira cinco exemplos:

1. Prejudicar a própria saúde

Ficar sem medicamentos, deixar de se alimentar ou fazer algo que coloque a saúde em risco não é uma forma saudável de viver a penitência. O propósito do sacrifício não é provocar danos ao próprio corpo, mas favorecer a conversão e ajudar a pessoa a se desprender de algo que a distancia de Deus.

2. Fazer algo apenas para chamar atenção

Uma penitência perde seu sentido quando é realizada para receber elogios, mostrar superioridade ou provar aos outros que alguém é mais religioso. A prática penitencial é, antes de tudo, uma atitude interior. Não precisa ser exibida para ter valor.

3. Escolher um sacrifício exagerado

Quanto mais difícil, melhor? Não necessariamente. Uma penitência não precisa ser extrema para ser significativa. Abrir mão de algo simples, mas que realmente exige esforço pessoal, pode ter muito mais sentido do que escolher uma prática exagerada apenas pela dificuldade.

4. Fazer algo que prejudique outra pessoa

Deixar de falar com alguém, tratar familiares com grosseria ou criar conflitos em nome de uma suposta penitência não corresponde ao propósito cristão. Se uma prática de sacrifício faz com que a pessoa abandone a caridade, o respeito e o amor ao próximo, é importante repensar sua finalidade.

5. Transformar a penitência em uma competição

“Eu fiquei tantos dias sem isso” ou “eu fiz mais sacrifícios que você” são exemplos desta atitude e a penitência não é uma disputa. Comparar sacrifícios ou tentar superar os outros pode transformar uma prática de conversão em motivo de orgulho. O objetivo não é fazer mais que alguém, mas permitir que aquela escolha ajude a mudar o próprio coração

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