Vícios podem começar como escolha, virar hábito e acabar parecendo uma necessidade que a pessoa não consegue mais controlar. O alcoolismo, a dependência de pornografia, o uso compulsivo das redes sociais, os jogos de azar, a comida em excesso como fuga emocional, o cigarro, as drogas são formas diferentes de uma mesma dinâmica que a Bíblia nomeia com escravidão.
Segundo a psicóloga Maitê Hammoud, os vícios podem estar relacionados a diversos fatores, não apenas ao álcool ou às drogas. Além disso, trata-se de um problema que pode estar presente em diversos contextos. “O que diferencia o hábito do vício é que esse sempre oferece efeitos de risco, além de tornar-se recorrente e excessivo. Outra característica do vício é a abstinência vivida na ausência do uso, podendo ser manifestada por angústia, apatia, sono, depressão, desorientação, delírios e, até mesmo, por alterações e dores físicas”, explicou a psicóloga.
São Paulo escreveu para a comunidade de Roma: “O pecado não vos dominará” (Romanos 6,14). Veja cinco versículos para rezar, meditar e se apoiar no processo de libertação.
“Se o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres” (João 8,36).
Jesus fala sobre a dinâmica do vício no capítulo 8 de João: “Todo aquele que comete pecado é escravo do pecado” (João 8,34). E na sequência: “Se o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres.” O versículo fala de uma libertação que vem de fora, que ninguém consegue dar a si mesmo. Para quem já tentou parar várias vezes e não conseguiu, essa distinção importa: a libertação verdadeira não é apenas disciplina humana, é obra de Cristo.
“O pecado não vos dominará, porque não estais mais sob a lei, mas sob a graça” (Romanos 6,14).
São Paulo descreve o vício como dominação e afirma que essa dominação pode ser quebrada. O capítulo 6 de Romanos é o mais denso da Escritura sobre libertação do pecado habitual: “O nosso velho homem foi crucificado com ele, para que seja reduzido à impotência o corpo subjugado ao pecado, e já não sejamos escravos do pecado” (Romanos 6,6).
“Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo?” (1 Coríntios 6,19-20).
Para quem luta contra vícios que afetam o corpo, como álcool, drogas, alimentação compulsiva, pornografia, São Paulo coloca essa mudança de perspectiva: o corpo não pertence apenas à pessoa. “Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, que recebestes de Deus? Não sois vossos. Fostes comprados por alto preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo”.
“Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos deixeis submeter de novo ao jugo da escravidão” (Gálatas 5,1).
A instrução de São Paulo pressupõe que a libertação já aconteceu em Cristo e que o movimento necessário é não voltar atrás. Quem luta contra um vício conhece bem o risco da recaída, o momento em que a pessoa volta ao padrão que pensava ter abandonado. Gálatas 5,1 nomeia que isso é submeter-se de novo ao jugo da escravidão e o verbo no imperativo, “permanecei firmes”, é um chamado à vigilância.
“A lei do Espírito de vida me libertou, em Jesus Cristo, da lei do pecado e da morte” (Romanos 8,2).
O oitavo capítulo de Romanos é o mais esperançoso de toda a carta e começa com uma declaração de libertação. A “lei do pecado” que Paulo menciona é uma força que parece maior do que a vontade, que puxa de volta mesmo quando a pessoa não quer. A resposta é o Espírito de vida em Cristo Jesus, que atua onde o esforço humano chega ao limite.
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