Imponente, singular e profundamente simbólica, a Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro é um dos marcos religiosos e culturais mais emblemáticos do país. Dedicada ao padroeiro da cidade, São Sebastião, ela se destaca pela arquitetura moderna e também por guardar, em seus espaços, séculos de fé, história e memória do povo brasileiro.
Localizada no Centro do Rio de Janeiro, próxima aos Arcos da Lapa, a Catedral foi inaugurada em 1979 pelo então cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales. Sua construção concretizou um antigo desejo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, criada em 1676, que por quase três séculos funcionou em igrejas “emprestadas”, até finalmente receber um espaço próprio para sua sede episcopal.
Projetada pelo arquiteto modernista Edgar Fonseca, a Catedral rompe com o modelo colonial das igrejas brasileiras. Inspirada nas pirâmides maias, a forma cônica expressa solidez, elevação e transcendência. O projeto segue os ideais do Concílio Vaticano II, especialmente o resgate da “nobre simplicidade” e a centralidade da participação do povo na liturgia.

Com 75 metros de altura e 106 metros de diâmetro, o templo pode acolher até 20 mil pessoas em pé. No interior, o olhar é conduzido para o alto, onde se encontra uma grande cruz grega transparente, iluminada pela luz natural, que simboliza a presença viva de Cristo entre os homens.
Quatro grandes vitrais cortam o cone da Catedral, posicionados conforme os pontos cardeais. Cada cor representa uma das quatro notas da Igreja Católica: una (verde), santa (vermelho), católica (azul) e apostólica (amarelo). A composição reforça visualmente a identidade e a missão da Igreja no mundo.

A Cripta da Catedral foi concebida como um espaço de acolhimento e respeito para os restos mortais de fiéis e religiosos. Mais do que um local de sepultamento, é um lugar de oração e esperança. Todas as segundas-feiras, ao meio-dia, é celebrada a Santa Missa em sufrágio das almas ali sepultadas, o que mantém viva a comunhão entre os vivos e os que já partiram.

Foto: reprodução
O complexo da Catedral abriga ainda o Arquivo da Cúria Metropolitana do Rio de Janeiro, com cerca de 1.100 metros lineares de documentos que cobrem a história brasileira desde o século XVII. O acervo inclui registros de batismo, casamento, óbitos e processos de habilitação matrimonial e sacerdotal, em um retrato precioso da história socioreligiosa do Brasil.
Outro destaque é o Museu Arquidiocesano de Arte Sacra, que reúne mais de 5 mil peças, entre esculturas, pinturas, mobiliário, prataria, indumentária religiosa, livros litúrgicos, objetos devocionais e a coleção João Paulo II. Um espaço que une fé, arte e cultura em diálogo permanente.

Coleção dedicada a São João Paulo II com 73 peças de suas visitas em 1980 e 1997./Foto: reprodução
Celebrar o Dia de São Sebastião, em 20 de janeiro, é também recordar que esta Catedral como um sinal vivo da presença da Igreja na história da cidade e do país. Se tiver oportunidade, visite esse lugar de encontro, oração e memória para milhares de fiéis.
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