Dia Mundial do Café: excesso no consumo acende alerta para dependência

Dia Mundial do Café: excesso no consumo acende alerta para dependência Unrecognizable woman enjoying fragrant coffee while sitting at wooden table of cozy small cafe, close-up shot

Celebrado nesta terça-feira (14), o Dia Mundial do Café homenageia uma das bebidas mais consumidas no mundo. Fonte de minerais, niacina (vitamina do complexo B) e cafeína, o café é amplamente associado aos seus efeitos estimulantes. No entanto, quando consumido em excesso, pode trazer impactos relevantes à saúde, especialmente ao ultrapassar os limites considerados seguros.

De acordo com especialistas, a ingestão diária de até 400 mg de cafeína, o equivalente a cerca de quatro xícaras de café, é considerada segura para adultos saudáveis. Como você confere no programa no programa “A Vida em Foco”, pelo vídeo a seguir:

Apesar disso, dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) revelam que 26% dos brasileiros consumiram mais de seis xícaras ao dia em 2025. Entre eles, 63% apontam o aumento da disposição e do humor como principal motivação.

Para a nutricionista Eva Andrade, professora de nutrição da Estácio, o dado acende um sinal de alerta. “O consumo frequente de café pode, sim, configurar uma forma de dependência leve. A cafeína é uma substância psicoativa que atua diretamente no sistema nervoso central. Com o uso contínuo, o organismo passa a ‘esperar’ esse estímulo para manter o estado de alerta e bem-estar”.

A professora destaca que esse processo está relacionado ao desenvolvimento de tolerância, quando o corpo se adapta à presença constante da substância e passa a exigir doses maiores para obter os mesmos efeitos. “Na prática, a pessoa começa com uma xícara e, ao longo do tempo, precisa de duas, três ou mais para sentir o mesmo nível de energia e concentração”, detalhou.

Para quem deseja reduzir o consumo, a orientação é evitar mudanças bruscas. Por isso, a nutricionista recomenda: “O ideal é fazer uma redução gradual, diminuindo o número de xícaras ao longo do dia ou substituindo parte do café por versões descafeinadas ou bebidas com menor teor de cafeína. Isso ajuda o organismo a se adaptar sem causar sintomas intensos”.

Isso porque, a ausência repentina da substância também pode provocar sintomas desconfortáveis. Entre os mais comuns estão dor de cabeça, fadiga, sonolência, irritabilidade e dificuldade de concentração. “Em alguns casos, a pessoa pode apresentar um mal-estar geral, semelhante a um quadro gripal leve. Isso acontece porque o organismo precisa se reajustar à falta da substância à qual estava habituado”, afirmou Eva Andrade.

Segundo a nutricionista, o período de adaptação varia. “O importante é não desistir ao longo do processo, principalmente  entre dois e sete dias, período com sintomas mais intensos. A recuperação completa pode levar de uma a duas semanas, até que o corpo restabeleça seus níveis naturais de energia e regule o sono sem a interferência da cafeína”, finalizou.

Que tal substituir a xícara de café diário por uma receita que leva esse “queridinho” brasileiro? A Olga Bongiovanni ensina:

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