“Aconteceu no Batismo da minha filha. Era um dia ensolarado e os raios de luz entravam pelos lindos vitrais da Igreja. Tenho a memória viva que o brilho não só iluminava o local, mas também meu coração. Portanto, ali vi que tinham mais coisas a fazer e senti o convite para ser instrumento e ajudar a tantos outros na busca pelo caminho do Reino de Deus”. Foi assim que Paulo Pacheco, teólogo, Supervisor de Aconselhamento da Obra Evangelizar e Diácono em formação, ouviu o chamado de Deus.
A ordenação está marcada para outubro e ele, desde já, se sente preparado para servir, função maior da diaconia. O termo “Diácono” é encontrado cerca de 30 vezes no Novo Testamento e significa “ministro” ou “ajudante”. Mas já parou para pensar quando surgiram os primeiros Diáconos? É também na Bíblia que encontramos esta resposta.
“Então, os Doze Apóstolos reuniram todo o grupo de seguidores e disseram: ‘Não está certo deixarmos de anunciar a Palavra de Deus para tratarmos de dinheiro. Por isso, irmãos, escolham entre vocês sete homens de confiança, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, e nós entregaremos o serviço a eles. Assim, poderemos continuar do nosso tempo em oração e no trabalho de anunciar a Palavra de Deus.’ Todos concordaram com a proposta dos Apóstolos. Então, escolheram Estevão, um homem cheio de fé e do Espírito Santo, e também Felipe, Prócoro, Nicanor, Timom, Pármenas e Nicolau de Antioquia. Esses homens foram levados aos Apóstolos, que oraram e puseram as mãos sobre
eles” (Atos 6,2-6).
Portanto, foram esses escolhidos que ajudaram no serviço da Igreja primitiva e permitiram que os Apóstolos se dedicassem a espalhar a Boa-Nova pelo mundo. Foram os primeiros Diáconos que auxiliaram em assuntos administrativos e, também, pregaram o Evangelho ao povo.
De lá pra cá, o serviço diaconal pela Igreja continua. Papa Francisco, ao receber a visita de Diáconos na Diocese de Roma, em 2021, expressou que eles estão a serviço de Deus, da Palavra e dos pobres, com grande importância na Igreja. “Os Diáconos não são ‘meio-sacerdotes’, nem ‘acólitos de luxo’, mas servos cuidadosos que dão o melhor de si para que ninguém seja excluído e que o amor do Senhor toque a vida das pessoas de uma maneira concreta. A espiritualidade diaconal está no serviço, pronto para dizer sim, sem fazer a vida girar em torno da própria agenda. Olhando para todos, especialmente aqueles que são deixados de fora, aqueles que se sentem excluídos”, defende o Papa.
Felipe Alves, além de comunicador da Rádio Evangelizar, é também Diácono permanente, ordenado desde 2021. O chamado de Deus aconteceu em 2016, quando Conego Genivaldo, na época Pároco da Paróquia Rosário de Belém, em Curitiba (PR), o convidou para entrar na Escola Diaconal. A decisão não chegou com antecipação. Antes de assumir o compromisso, Felipe conversou com sua esposa e rezou muito.

Após três anos de formação na Arquidiocese de Curitiba, foi ordenado e viu, cada vez mais, a vocação ganhar espaço em sua vida. Desde então, já viveu momentos maravilhosos na missão de servir à Igreja. Como Diácono, Felipe pode abençoar, assistir e auxiliar em Batizados e Matrimônios, juntamente a Bispos e Padres. Além disso, ele destaca que se emociona quando tem a oportunidade de conduzir a Adoração ao Santíssimo Sacramento.
“Este ano, mais uma vez, fui convidado pela Arquidiocese de Curitiba e pela Rede Evangelizar de Comunicação para acompanhar a visita do Santíssimo Sacramento aos hospitais da capital paranaense. Isso é maravilhoso, porque além de levar Jesus aos doentes, levamos ao Brasil e ao mundo pelos meios de comunicação. Só tenho que agradecer a Jesus por ter escolhido esse humilde servo para essa vocação maravilhosa de ser Diácono permanente em nossa Igreja Católica”, relata Felipe.
Não houve uma explicação lógica do porquê Paulo Pacheco decidiu se tornar Diácono. O colunista do portal IDe+ simplesmente sentiu seu coração ser tocado e disse “sim” ao chamado de Deus. Com o tempo, percebeu em diversas ocasiões que a vocação batia a sua porta e, atualmente, representa um avanço em sua vida espiritual.

Para tornar-se Diácono, Paulo começou um curso de formação no Instituto São José, localizado em São Paulo, no ano de 2016. Em paralelo, também iniciou a graduação em Teologia, obrigatória para a função Diaconal na Arquidiocese de São Paulo e na de Curitiba. Ao mudar-se para a capital paranaense, em 2018, transferiu o curso de formação, que passou a fazer no Instituto Discípulo de Emaús, uma instituição eclesiástica da Arquidiocese de Curitiba.
Depois da conclusão do curso de formação Diaconal, em 2022, o teólogo se preparou para a ordenação com alegria, realizada em 2023. Para ele, ser Diácono significa:
“Estar à disposição para toda a comunidade com humildade, desprovido de vaidades e, a exemplo de Jesus, estar pronto aos serviços, seja no Altar, na Palavra e, principalmente, na caridade, com olhar de compaixão aos mais vulneráveis”.
Deixe seu comentário sobre o que você achou do conteúdo.
Assine nossa newsletter, receba nossos conteúdos e fique por dentro
de todas as novidades.