Pouco conhecido em comparação a outros tipos de câncer, o tumor de rim tem ganhado espaço em campanhas de saúde devido à sua importância e gravidade. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa no Brasil é que para cada 100 mil pessoas, ocorram entre 7 a 10 casos da doença.
O Março Vermelho é a campanha dedicada à conscientização sobre o câncer renal. Especialistas alertam para a necessidade de diagnóstico precoce, estilo de vida saudável e atenção integral ao paciente. Para ajudar a esclarecer os principais pontos sobre a doença, o IDe+ conversou com o médico Ecio Rosado Júnior, oncologista que atua no Grupo Oncoclínicas, em São Paulo (SP). Ele falou sobre sintomas, prevenção e os avanços no tratamento. E reforçou: apoio emocional e espiritual também ajudam no enfrentamento e qualidade de vida.
“É de fundamental importância manter o paciente com boa saúde emocional. Uma rede de apoio familiar que atenda às necessidades físicas e psicológicas faz toda a diferença nesse momento difícil, em que o paciente enfrenta muitos desafios, efeitos colaterais e mudanças. Estar bem emocionalmente torna a caminhada menos dolorosa e sofrida”, explica Ecio.
Foto: arquivo pessoal
De acordo com o oncologista, os principais sintomas do câncer de rim são sangue na urina, massa abdominal e perda de peso.
“Infelizmente, muitos pacientes são assintomáticos até que a doença esteja avançada”, explica o médico.
Hoje, graças ao avanço dos exames por imagem, muitos casos são descobertos incidentalmente, quando o paciente faz uma tomografia ou ressonância por outro motivo.
“A ultrassonografia tem baixa sensibilidade, mas pode ser útil na suspeita inicial. Para o diagnóstico, costumamos usar exames de imagem — tomografia ou ressonância abdominal”, completa.
O tratamento depende do estágio da doença. Em fases iniciais, a cirurgia é considerada curativa. Já nos casos mais avançados, são indicadas quimioterapia, imunoterapia e até terapias molecularmente direcionadas.
Os principais fatores de risco para o câncer de rim são: tabagismo, obesidade, hipertensão arterial, uso excessivo de anti-inflamatórios e doenças genéticas como a doença renal policística hereditária.
“A prevenção está diretamente ligada ao controle do peso, da pressão arterial e ao abandono do tabagismo. Alimentação equilibrada e cuidados com o uso de medicamentos são atitudes simples que fazem grande diferença”, orienta o Dr. Ecio.
O especialista explica que os avanços da ciência têm contribuído significativamente para a melhoria da qualidade de vida e da sobrevida dos pacientes.
“Estudamos os mecanismos da biologia molecular dos tumores, buscando alterações específicas no DNA das células cancerígenas para desenvolver medicamentos mais eficazes e personalizados”.
Essas terapias têm permitido tratamentos menos agressivos e com melhores resultados, principalmente quando a doença é detectada em estágio mais avançado, visto que anos atrás só existia a quimioterapia como opção.
O médico ainda enfatiza a importância do cuidado integral ao paciente.
“O câncer impacta não só o corpo, mas a mente e o espírito. O apoio familiar e emocional fortalece o paciente e melhora sua resposta ao tratamento”, reforça.
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