Foto: OSID/Acervo
Em 13 de agosto, a Igreja celebra a memória litúrgica de Santa Dulce dos Pobres, religiosa baiana que dedicou sua vida ao cuidado dos pobres, enfermos e pessoas em situação de vulnerabilidade. Canonizada pelo Papa Francisco em 13 de outubro de 2019, ela entrou para o calendário universal da Igreja e passou a ser venerada pelos católicos de todo o mundo.
Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, conhecida como Irmã Dulce, teve uma vida de caridade e serviço. Seu testemunho é um exemplo de como a santidade pode ser vivida nas circunstâncias concretas do cotidiano, especialmente no cuidado com aqueles que sofrem.
Santa Dulce também deixou declarações sobre fé, amor, caridade, perdão e confiança em Deus, que ajudam a compreender aspectos da espiritualidade que marcou sua missão.
“No amor e na fé encontraremos as forças necessárias para a nossa missão.”
A união entre a fé e o serviço ao próximo. Santa Dulce é uma mulher que enfrentou falta de recursos, incompreensões e limitações físicas sem abandonar sua dedicação aos pobres e enfermos. Para o cardeal Sergio da Rocha, seu testemunho recorda que a santidade pode ser vivida nas condições concretas de cada época.
“Procuremos viver em união, em espírito de caridade, perdoando uns aos outros as nossas pequenas faltas e defeitos. É necessário saber desculpar para viver em paz e união.”
Perdão e caridade aparecem com frequência no testemunho atribuído a Santa Dulce. A frase chama atenção para reconhecer as limitações do outro e buscar preservar a união. Ao recordar a vida da Santa, a CNBB destaca que ela própria foi incompreendida em diferentes momentos de sua missão, inclusive por pessoas próximas e por integrantes da própria estrutura religiosa à qual pertencia. Ainda assim, permaneceu dedicada ao atendimento dos mais pobres.
“O importante é fazer a caridade, não falar de caridade. Compreender o trabalho em favor dos necessitados como missão escolhida por Deus.”
A afirmação está diretamente relacionada à trajetória que tornou Irmã Dulce conhecida. Ela buscou meios para atender doentes e pessoas pobres e procurava recursos para manter esse serviço. O cardeal Sergio da Rocha afirma que Santa Dulce ensina a servir com dedicação, sem desanimar diante da falta de recursos, das incompreensões ou das limitações físicas.
“Se Deus viesse à nossa porta, como seria recebido? Aquele que bate à nossa porta, em busca de conforto para a sua dor, para o seu sofrimento, é um outro Cristo que nos procura.”
Essa é uma das frases de Santa Dulce mais diretamente relacionadas à maneira como ela compreendia o serviço aos pobres. Recorda o Bom Samaritano, que se aproxima de quem está caído e cuida de quem sofre.
“O que fazer para mudar o mundo? Amar. O amor pode, sim, vencer o egoísmo.”
Irmã Dulce resume uma ideia que aparece também na leitura que a Igreja faz de sua vida. Sua vida mostra que o serviço ao próximo é uma expressão concreta da fé cristã.
“A providência divina é que mantém, que toma conta, que dirige. A gente aqui é somente um instrumento bem fraco nas mãos de Deus.”
A declaração expressa uma atitude de confiança em Deus. Santa Dulce não é recordada pela Igreja apenas pela dimensão social de sua obra. Seu testemunho é apresentado como uma vida de fé colocada a serviço dos outros. A sua santidade se manifestou na caridade e no cuidado com os pobres, enfermos e fragilizados.
“É preciso acreditar e ter a certeza de que nada é impossível aos olhos de Deus. Se fosse preciso, começaria tudo outra vez do mesmo jeito, andando pelo mesmo caminho de dificuldades, pois a fé, que nunca me abandona, me daria forças para ir sempre em frente.”
A frase ganha ainda mais significado quando colocada ao lado da história de uma religiosa que enfrentou dificuldades de saúde e, durante décadas, continuou dedicada à missão de cuidar dos pobres.
As frases atribuídas a Santa Dulce ajudam a conhecer sua maneira de falar sobre fé e caridade. Para a Igreja Católica, o principal testemunho deixado por ela está na própria vida. Santa Dulce viveu a santidade no serviço aos pobres, enfermos e fragilizados e morreu em 13 de março de 1992.
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