Fumante passivo: mito ou verdade? Entenda os riscos e como se proteger

Fumante passivo: mito ou verdade? Entenda os riscos e como se proteger

Muitas pessoas acreditam que, se não fumam, estão livres dos males do tabaco. Mas a ciência já mostrou que conviver com quem fuma pode ser tão prejudicial quanto acender o cigarro. A fumaça liberada no ambiente carrega milhares de substâncias tóxicas que atingem quem está por perto, muitas vezes de forma ainda mais agressiva.

Por isso, a reflexão sobre combate ao fumo precisa ser colocada além do olhar individual, já que é preciso uma proteção coletiva. Ser fumante passivo não é uma escolha e a saúde de adultos, idosos e, principalmente, crianças pode estar em risco.

O que é ser fumante passivo?

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), fumante passivo é a pessoa que inala a fumaça proveniente da ponta do cigarro aceso e também a fumaça exalada pelo fumante. Essa mistura é chamada de fumaça ambiental do tabaco e contém mais de 7.000 substâncias químicas, das quais pelo menos 69 são cancerígenas.

A exposição pode acontecer em casa, no trabalho, em ambientes sociais ou até dentro de veículos.

Mito ou verdade: o fumante passivo corre mesmo riscos?

É verdade. Estudos mostram que a fumaça ambiental chega a ter três vezes mais nicotina e monóxido de carbono do que a tragada direta do cigarro e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas. Ou seja, quem convive com fumantes está exposto a uma carga tóxica ainda maior.

A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) alerta: fumantes passivos podem inalar o equivalente a vários cigarros por dia, mesmo sem fumar. Ainda conforme a Asbai, esse público inala até 50 vezes mais substâncias cancerígenas.

Os riscos para a saúde

Conviver com a fumaça do tabaco está diretamente ligado a sérias doenças:

  • Câncer de pulmão: risco até três vezes maior para fumantes passivos.
  • Doenças respiratórias: crises de asma, bronquite e infecções pulmonares são comuns.
  • Problemas cardiovasculares: aumento das chances de infarto e hipertensão.
  • Crianças em perigo: maior risco de morte súbita, baixo peso ao nascer, otites, alergias e atraso no desenvolvimento pulmonar.

Segundo o Inca, o tabagismo passivo é responsável por cerca de 19 mil mortes anuais no Brasil. No mundo, é a terceira maior causa evitável de morte, depois do tabagismo ativo e do consumo abusivo de álcool.

A lei brasileira já garante que todos os ambientes fechados de uso coletivo sejam livres de cigarro. Mas em casa e no convívio familiar, a proteção depende de escolhas conscientes. Algumas orientações são:

  • Não permita fumar dentro de casa ou do carro, principalmente na presença de crianças.
  • Prefira locais abertos e arejados ao conviver com fumantes.
  • Denuncie ambientes públicos que descumpram a legislação.
  • Incentive fumantes próximos a buscar ajuda para deixar o vício. Existem programas de saúde gratuitos em todo o Brasil.

 

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