Experiente, equilibrado e católico. Esse é Marquinhos, jogador escolhido pelo técnico Carlo Ancelotti para ser o capitão da seleção brasileira na estreia da Copa 2026, no jogo contra o Marrocos sábado (13). Ele foi aluno do Colégio Salesiano Santa Teresinha, de São Paulo (SP), que sempre exaltou o orgulho e a personalidade do atleta, considerado tranquilo e disciplinado.
Filho de professora, Dona Alina, ele costuma valorizar a importância da educação e dos professores em sua vida e como fazem a diferença na trajetória das pessoas. Discreto, em 2018, ele compartilhou fotos ao lado da esposa, Carol Cabrino, no batizado da filha, Maria Eduarda. O casal tem quatro filhos.
Marcos Aoás Corrêa, o Marquinhos, tem 32 anos e disputa sua terceira Copa do Mundo com a Seleção Brasileira. Zagueiro do Paris Saint-Germain, é bicampeão da Champions League e um dos jogadores brasileiros mais respeitados no futebol europeu. Carlo Ancelotti o escolheu para usar a braçadeira de capitão no Mundial, uma confiança que Marquinhos recebeu com seriedade:
“Ser capitão da Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo… a gente vê todos aqueles capitães lendários que passaram por esse momento. Eu fico muito honrado, muito feliz”, declarou em entrevista coletiva.
O que define Marquinhos é também o que ele faz fora do campo. Marquinhos é o jogador do atual elenco que se declara abertamente católico. Em maio de 2026, poucos dias antes de se apresentar à concentração da Seleção, ele disputou a final da Champions League pelo PSG contra o Arsenal. Após o apito final, com a vitória conquistada, as câmeras ficaram ao lado de Gabriel Magalhães, zagueiro adversário que chorava pela derrota. Marquinhos foi até ele, pôs a mão no ombro e ficou, em um gesto exemplo de humanidade no esporte.

Foto: Celso Pupo / Shutterstock.com
Dias depois, já nos Estados Unidos com a Seleção, um torcedor exaltado reclamou com os atletas quando os primeiros jogadores desceram do ônibus sem cumprimentar a torcida. Marquinhos foi até ele, chamou outros jogadores e pediu calma. Funcionou e rendeu até um pedido de desculpas do torcedor.
“Eu tava gritando, revoltando, falando que não davam atenção para nós, e quando eu vi o Marquinhos estava em cima de mim: ‘Calma, irmão’. Eu falei, aqui é Corinthians, Marquinhos. Aí ele assinou a camisa. Mas é isso aí, foi só a emoção do momento”, contou o torcedor em entrevista ao veículo esportivo ESPN.
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