O Brasil joga neste sábado (13/6). No país, futebol é esporte, cultura e uma tradição que se mistura à fé de um jeito que só este país consegue. Além de rezar de modo espontâneo, e já explicamos aqui no IDe+ que isso é legítimo e a Igreja ensina como fazer bem, podemos também contar com Santos intercessores que têm uma relação especial com o esporte, com o Brasil e com a alegria de jogar. Aqui estão alguns deles, com quem podemos rezar durante os jogos da Copa do Mundo.
O mais antigo e universal intercessor dos esportistas é São Sebastião, mártir cristão do século III. Soldado romano, foi descoberto como cristão, condenado pelo imperador Diocleciano e fuzilado com flechas, mas sobreviveu. Foi dado como morto até que uma mulher, esposa de outro mártir, percebeu que ainda havia vida nele. Recuperado, voltou a pregar a fé e foi martirizando definitivamente com paus.

A representação mais comum de Sebastião era como um jovem de porte atlético, cheio de flechas. Foi essa expressão artística, com a história de sua resistência sobrenatural, que o tornaram um Santo popular entre soldados e atletas. Seu corpo suportou o insuportável e isso fez dele símbolo de resistência física e espiritual para quem vive a exigência do esporte de alto rendimento. No Brasil, São Sebastião é padroeiro do Rio de Janeiro e sua festa é celebrada pela Igreja em 20 de janeiro.
Recorrer a São Sebastião nos jogos da seleção é pedir a proteção e a força de quem nunca desistiu, mesmo quando tudo parecia perdido.
São João Paulo II é considerado o “Papa atleta” e foi um grande incentivador da prática esportiva como caminho de santificação. Esquiador, montanhista e amante dos esportes ao ar livre, ele viu no esporte uma forma de cultivar o corpo, a mente e o espírito.

São João Paulo II gostava de esquiar
Mas a relação de Karol Wojtyla com o futebol era ainda mais pessoal. Na juventude, foi goleiro e bom o suficiente para participar de partidas organizadas entre judeus e cristãos na Polônia. Em suas pregações, o Pontífice costumava citar a importância do esporte no desenvolvimento espiritual dos jovens, por incentivar o reconhecimento do sacrifício, o respeito, a responsabilidade e ainda a valorização do indivíduo e do amor à vida.
Em 1980, João Paulo II esteve no Brasil. Sua passagem por Fortaleza, no estádio Castelão, para abrir o Congresso Eucarístico Nacional, deixou uma marca que o torcedor cearense nunca esqueceu e a música “A Bênção, João de Deus” virou hino nas arquibancadas. São João Paulo II é agora padroeiro oficial do Ceará Sporting Club e copadroeiro do Fluminense.
Para invocar São João Paulo II nos jogos da seleção, podemos rezar por um futebol que forme caráter, que ensine o respeito ao adversário e que faça do esporte uma escola de vida, como ele mesmo ensinou.
A primeira Santa nascida em solo brasileiro também tem uma relação com o futebol que poucos conhecem. A menina Maria Rita foi uma criança cheia de alegria, adorava brincar de boneca, empinar arraia e tinha especial predileção pelo futebol (era torcedora do Esporte Clube Ypiranga), time formado pela classe trabalhadora e excluídos sociais.
Santa Irmã Dulce não ficou apenas na arquibancada. Como religiosa, entendia que o esporte era um instrumento de educação, inclusão e promoção humana. Defendia que as igrejas e obras sociais deveriam ter espaços para o futebol e outras atividades esportivas, inclusive como maneira de aproximar jovens do local e, posteriormente, de Deus.

Foto: reprodução site Obras Sociais Irmã Dulce
Canonizada pelo Papa Francisco em outubro de 2019, Santa Dulce dos Pobres é o Anjo Bom da Bahia, terra de futebol e de fé. Rezar pela sua intercessão durante os jogos do Brasil é buscar uma amiga no céu que entendeu que o esporte pode ser lugar de graça.
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