A Bíblia e a previsão do tempo: qual a relação?

A Bíblia e a previsão do tempo: qual a relação?

Mesmo com a Ciência cada vez mais apurada, as mudanças climáticas súbitas volta e meia pregam peças na meteorologia, oportunizando o surgimento de brincadeiras em rodas de conversa e redes sociais. Mas se hoje, a previsão do tempo ainda conta com o imprevisto, como imaginar a realização dessa atividade em tempos longínquos feito os bíblicos?

Desde quando a Escritura Sagrada começou a ser escrita, observar o tempo sempre foi uma necessidade da humanidade, isso porque a agricultura, claro, já dependia dos ciclos das chuvas. A própria Bíblia cita a forma como se previa o tempo “naquele tempo”: “Vai chover, porque o céu está vermelho-escuro” (Mateus, 16,3).

Pois era assim, na base da simples observação, que as previsões do tempo eram feitas antigamente. As pessoas olhavam para o céu, sentiam os ventos e tentavam observar quais seriam as condições climáticas nas próximas horas e nos próximos dias.

 

Primeiros registros da meteorologia

O primeiro registro do uso do termo meteorologia data do século 4 a.C., pelo filósofo Aristóteles, com escritos que atestam um alto conhecimento, para o período, de fenômenos como a condensação da água. Anos depois, Teofrasto, herdeiro dos seus estudos, escreveu o Livro dos Sinais, com oito maneiras de prever a chuva, 50 de prever tempestades e sete para o tempo.

Certamente a passagem bíblica que mais dialoga com o tema é a que narra o dilúvio. Em Gênesis, temos o arrependimento de Deus em ter criado o homem, devido à maldade que ele espalhou sobre a terra. Assim, decide fazer desaparecer tudo que havia sido criado até então. No entanto, Deus poupa Noé, por este ter agido bem, e lhe recomenda fazer uma arca de madeira para abrigar, junto à sua família, um casal de cada espécie existente na Terra.

“Daqui a sete dias farei chover sobre a terra quarenta dias e quarenta noites, e farei desaparecer da face da terra todos os seres vivos que fiz” (Gênesis 7,4).

Passado o período de chuvas, Noé soltou uma pomba para tentar obter informações sobre o tempo. O animal retornou trazendo em seu bico uma folha nova de oliveira. Foi justo aí que ele soube que as águas tinham diminuído e já era hora de buscar terra firme.

No livro de Jó, há uma passagem com muitas informações meteorológicas:

“Ele atrai as gotas de água, que se dissolvem e descem como chuva para os regatos; as nuvens as despejam em aguaceiros sobre a humanidade. Quem pode entender como ele estende as suas nuvens, como ele troveja desde o seu pavilhão? Observe como ele espalha os seus relâmpagos ao redor, iluminando até as profundezas do mar. É assim que ele governa as nações e lhes fornece grande fartura. Ele enche as mãos de relâmpagos e lhes determina o alvo que deverão atingir. Seu trovão anuncia a tempestade que está a caminho; até o gado a pressente” (Jó 36,27-33).

Tempestades de areia, chuvas de granizo, relâmpagos, redemoinhos, neblina e ventos também são tratados em versículos do Livro Sagrado. Em todos eles, é possível notar conhecimentos pertinentes ao tempo dos registros sobre como se pode prevê-los e indicações para que se possa viver em convivência.

Com o surgimento das previsões numéricas, que podem ser compreendidas como simulações matemáticas feitas por profissionais altamente qualificados em supercomputadores, a observância perdeu um pouco de espaço, mas o céu, claro, continua sendo a grande fonte de informação. Para se ter uma ideia da eficiência dessas ferramentas modernas, agora é possível prever até 15 dias com confiabilidade.

Dia da Meteorologia

Na semana em que tivemos o Dia da Meteorologia, celebrado no mundo todo em 23 de março, é preciso louvar uma das ciências mais antigas que se tem registro, considerando também que a previsão de tempo é o produto final depois de várias análises feitas por muitos especialistas.

Por trás desse resultado, portanto, existem muitas operações matemáticas e análises que são necessárias para a interpretação do que poderá acontecer. Como também existe um Deus, que sabe de tudo e que não precisa de computadores ou conhecimento para fazer valer a sua vontade.

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