No dia 15 de agosto, a Igreja recorda São Tarcísio, jovem mártir que ficou conhecido pela sua profunda devoção à Eucaristia e é lembrado como padroeiro de coroinhas, acólitos e cerimoniários. Mas, apesar de os três estarem presentes no serviço do Altar, você sabe qual é a diferença entre eles?
A história de São Tarcísio remonta ao século III, durante o governo do imperador Valeriano, período de perseguição aos cristãos em Roma. O jovem servia à Igreja e, segundo a Tradição, ofereceu-se para levar a Eucaristia aos cristãos que estavam presos e aos enfermos. No caminho, foi abordado por um grupo que tentou descobrir o que ele carregava junto ao peito. Tarcísio se recusou a entregar as hóstias consagradas e foi violentamente agredido, tornando-se mártir da Eucaristia.
Quem acompanha a Santa Missa provavelmente já viu crianças, adolescentes ou adultos auxiliando o sacerdote no Altar. As funções podem parecer semelhantes e até variar um pouco de acordo com cada paróquia, mas existem diferenças.
É quem auxilia o sacerdote e o diácono durante as celebrações. Entre as tarefas estão: carregar a Cruz e as velas nas procissões, ajudar com os objetos utilizados na Missa, levar o pão, o vinho e a água e prestar outros serviços necessários no Altar.
A Instrução Geral do Missal Romano prevê que, na ausência de um acólito instituído, outros ministros leigos podem ser escolhidos para servir ao Altar e auxiliar o sacerdote e o diácono. É nesse serviço que normalmente estão inseridos os coroinhas, frequentemente crianças e adolescentes que iniciam a caminhada de serviço litúrgico.

Foto: Felipe Gusso
O acólito também serve diretamente ao Altar, mas existe uma diferença importante: o acolitado é um ministério instituído oficialmente pela Igreja. Possui funções próprias, como auxiliar o sacerdote e o diácono, preparar o Altar e os vasos sagrados e, quando necessário, atuar como ministro extraordinário na distribuição da Comunhão. Após a celebração, também pode auxiliar na purificação e organização dos vasos sagrados.
A palavra “acólito” também é utilizada para identificar servidores do Altar mais experientes, mesmo quando eles não receberam formalmente o ministério instituído. Por isso, a organização e os nomes podem variar de uma comunidade para outra.
Se o coroinha e o acólito estão diretamente envolvidos nos serviços do Altar, o cerimoniário tem outra responsabilidade: ajudar a organizar o andamento da celebração.
Ele conhece a sequência dos ritos, orienta os demais servidores e ajuda para que cada pessoa saiba o momento de desempenhar sua função. Em celebrações mais solenes, esse trabalho se torna ainda mais perceptível, já que há mais ministros, procissões e elementos litúrgicos para coordenar.
O próprio Cerimonial dos Bispos prevê a atuação de um mestre responsável por organizar as celebrações episcopais com ordem, simplicidade e cuidado, sempre a serviço da própria liturgia.
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