Lidar com novas experiências, hormônios em evidência, turbilhões de mudanças, transformações corporais e comportamentais. A adolescência pode ser uma fase complicada não só para os jovens. Essa etapa de transição carece de atenção e paciência dos pais, que são agentes fundamentais em todo este processo.
Mais do que acompanhar, é preciso que os pais saibam “ser pais de adolescentes”. Segundo o psicólogo Akim Neto, os atritos podem, muitas vezes, ser provenientes do excesso de zelo. “Muitos pais continuam sendo pais de filhos pequenos e acreditam que devem ‘proteger’ e ‘cuidar’ do filho adolescente”. Para o psicólogo, adolescentes querem ser incentivados e não serem cuidados ou protegidos. Porém, para que o relacionamento flua, Akim Neto acredita que os jovens devem fazer sua parte.
“É muito comum os adolescentes perceberem que estão errando, mas insistirem no erro apenas para se mostrarem ‘donos do seu nariz’. Tudo isso é importante, porém eles podem aprender que ceder, por vezes, é o que nos faz donos de nós”, explica.
As dificuldades no relacionamento com essa faixa etária podem ser diversas, mas geralmente estão ligadas a questões de limites, desenvolvimento de autonomia, enfrentamento de problemas, cuidado, proteção e má interpretação. Na visão do psicólogo, os pais, muitas vezes, adotam atitudes que não são muito funcionais para os jovens.
Esse tipo de comportamento, segundo o profissional, estimula o desenvolvimento de relações fracas, dependentes ou focadas em ilusões ideológicas, gerando futuros adultos com possíveis distúrbios “desde os mais sutis como comunicação ruim, timidez, falta de iniciativa, até problemas mais sérios como bullying, drogas, desordens alimentares ou sexuais”, esclarece Akim Neto.
Deixe seu comentário sobre o que você achou do conteúdo.
Assine nossa newsletter, receba nossos conteúdos e fique por dentro
de todas as novidades.