Essa oração é sobre permanecer diante de Deus por horas, enquanto contempla a vida de Cristo com repetições lentamente da Ave-Maria. Assim é o Rosário das Mil Ave-Marias, prática Mariana profundamente ligada à espiritualidade contemplativa da Igreja.
Embora o número impressione, a devoção não deve ser entendida como uma “meta espiritual” ou uma simples repetição, pois o sentido está na meditação perseverante dos mistérios da vida de Jesus pela intercessão de Maria.
Na carta apostólica Rosarium Virginis Mariae, São João Paulo II afirmou que o Rosário é uma oração “simples e profunda”, capaz de conduzir os fiéis à contemplação do rosto de Cristo “na escola de Maria”. Papa Francisco definiu o Rosário como “a oração que acompanha sempre a minha vida”. O Rosário é uma oração contemplativa. Sem meditação, ele corre o risco de se tornar repetição vazia. Por isso, a tradição da Igreja ensina sobre repetição, silêncio interior, contemplação e escuta de Deus.
A devoção das Mil Ave-Marias consiste na recitação de mil Ave-Marias ao longo da contemplação completa dos 20 Mistérios do Rosário: Mistérios Gozosos; Mistérios Luminosos; Mistérios Dolorosos; Mistérios Gloriosos. Cada Mistério é acompanhado pela oração de cinquenta Ave-Marias, totalizando mil saudações angélicas ao final dos vinte mistérios.
A estrutura da oração segue o modelo tradicional do Rosário, mas ampliado.
A oração começa com o Sinal da Cruz:
“Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos, Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.”
Depois, faz-se o oferecimento da oração:
“Divino Jesus, nós Vos oferecemos este rosário que vamos rezar, meditando nos Mistérios da nossa Redenção…”
Nesse momento, os fiéis costumam apresentar intenções:
Pela paz no mundo;
Pela conversão dos pecadores;
Pelas famílias;
Pelos doentes;
Pelas almas do purgatório;
Pelas intenções do Papa;
E pelas necessidades pessoais.
Credo Niceno-Constantinopolitano: depois do oferecimento, rezamos o Credo, profissão oficial da fé católica.
Antes dos Mistérios, rezamos:
Um Pai-Nosso;
Três Ave-Marias;
Um Glória ao Pai.
A oração percorre os vinte Mistérios tradicionais do Rosário. Cada um segue esta sequência: primeiro, anuncia o Mistério correspondente.
Por exemplo:
Depois, apresentamos uma intenção ligada ao Mistério contemplado. No Primeiro Mistério Gozoso, por exemplo, rezamos:
“Com esta Rosa pedimos perdão pelas vezes que a humanidade inteira se afastou de Deus.”
Essas meditações ajudam o fiel a conectar a oração à vida espiritual.
Após a meditação, rezamos um Pai-Nosso. Em cada Mistério, rezamos cinquenta Ave-Marias, normalmente organizadas em grupos de cinco, repetidos dez vezes. Ao longo dos vinte mistérios, completamos o total de mil Ave-Marias.
Cada Mistério termina com o Glória:
“Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo…”
Depois, iniciamos o Mistério seguinte.
Mistérios Gozosos
Meditam:
Mistérios Luminosos
Introduzidos oficialmente por São João Paulo II:
Mistérios Dolorosos
Contemplam a paixão de Cristo:
Mistérios Gloriosos
Meditam:
Como termina a oração
Após os vinte Mistérios, o Rosário das Mil Ave-Marias termina com:
As Mil Ave-Marias podem durar várias horas, especialmente quando rezadas com pausas meditativas. Em grupos, é comum incluir: cantos; leituras bíblicas; reflexões; silêncio e adoração. Por isso, muitas comunidades transformam a devoção em Vigílias Marianas.
Em 29 de maio, a Associação Evangelizar é Preciso promoverá o Rosário das Mil Ave-Marias no encerramento da Ação de Nossa Senhora de Fátima, conduzido por Padre Reginaldo Manzotti. As intenções enviadas pelos fiéis também serão levadas ao Santuário de Fátima, em Portugal.
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