Deus encarnado fez Sua primeira moradia no ventre de uma mulher, Maria, que aceitou o convite da Graça e, ao dizer “sim”, tornou-se um modelo de quem faz a vontade do Pai. Os Evangelhos deixam claro o papel de Maria na obra da salvação: Deus visita a humanidade e Se faz uma criança. Para isso, Maria constitui-Se na nova arca da aliança. O útero de Maria, por sua vez, torna-se o primeiro tabernáculo. A obra da redenção teve início ali. É o útero da humanidade sedenta do Verbo Eterno do Pai.
Por Sua imaculada conceição, isto é, por ter sido, desde a concepção, preservada da mancha do pecado original, Maria foi livre de tudo o que nós padecemos: as paixões desordenadas e os apegos das coisas do mundo. Desde sempre, Ela foi preparada para ser a Mãe do Filho de Deus, como nos ensina o Catecismo da Igreja Católica (cf.
CIC 489). Justamente por não ter inclinação ao pecado, Maria teve a plenitude da liberdade para escolher. Isto torna o “sim” uma prova de Sua liberdade, confiança e fé nos desígnios de Deus.
Exatamente pelos méritos de Cristo, Ela é chamada, escolhida por Deus para ser totalmente d’Ele e aceita. O Magistério da Santa Igreja, no Concílio Vaticano II, apontou Maria Santíssima como modelo de virtudes, como humildade, fé, esperança, fortaleza, caridade e confiança. A virtude é uma disposição habitual e firme para fazer o bem. Permite à pessoa não só praticar atos bons, mas dar o melhor de si (CIC 1803). Por isso, é justa, digna e de grande valia espiritual a devoção a Nossa Senhora na busca do discipulado de Jesus. O nosso amor a Ela tende a levar à imitação de Seus exemplos, o que é de grande valor para nossa salvação.
Ser devoto de Maria é estar sempre perto do Salvador e “fazer tudo que Ele mandar” (João 2,5). Jesus é o caminho, a Mãe é quem nos mostra a direção a Ele. Jesus nos leva ao Pai, Ela é o sinal e a seta. Onde está a Mãe está o Filho. Nos aproxima d’Eles. Seguir essa devoção é estar unido à Ela na oração, especialmente do Rosário, que consiste em meditar os principais acontecimentos da vida de Jesus, chamados Mistérios da salvação. Importante registrar que, a própria Virgem Maria, ao aparecer em Fátima aos três pastorinhos, recomendou: “Rezai o Rosário todos os dias”.

Segui-La é confiar a Ela as súplicas que fazemos ao Seu Filho, pois é nossa intercessora e conhece nossa humanidade. Nossa Senhora, de tantos títulos e de tantos nomes, nos ensina a lidar com nossas dores, cruzes e sofrimentos. A Salve Rainha é uma das mais fortes e profundas orações, que é dirigida à Nossa Senhora. Por Seu intermédio, recorremos a Ela com confiança filial, saudando-A como Rainha e Mãe da Misericórdia, pois é Mãe de Jesus, Rei do Universo e Deus de Misericórdia.
Maria é vida, doçura e esperança. A Ela expomos nossa condição de herdeiros do pecado original, bem como, nossas misérias e dores. Pedimos que esteja com Seu olhar voltado para nós e, no final de nossa peregrinação terrestre, mostre-nos Jesus, razão da nossa fé e da nossa esperança na ressurreição e na vida eterna. A Mãe é modelo de orante perfeita, é a figura da Igreja que reza. Jesus, sim, é o único que nos leva ao Pai, mas Maria seguramente nos leva a Jesus.
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