A procissão de entrada chega ao presbitério, o sacerdote faz uma inclinação profunda e, antes de seguir para a cadeira, aproxima-se do Altar e o beija. O gesto é rápido e pode até passar despercebido, mas carrega um significado profundo.
O beijo não é apenas uma formalidade do rito. Segundo a Instrução Geral do Missal Romano, o sacerdote faz este gesto em sinal de veneração. O Papa Francisco também explicou que, ao chegar ao presbitério, o padre saúda a estrutura central sagrada com uma inclinação e a beija justamente porque representa Cristo.
O Catecismo da Igreja Católica ensina que o Altar representa duas dimensões do mesmo mistério: o lugar do sacrifício e a mesa do Senhor. Mais do que um móvel utilizado durante a celebração, ele é “símbolo do próprio Cristo”, presente no meio da comunidade reunida.
Por isso, quando o sacerdote beija o Altar, sua veneração é dirigida, em primeiro lugar, ao próprio Jesus. É uma demonstração de respeito, amor e reverência Àquele que está no centro de toda a solenidade eucarística.
O gesto também recorda os primeiros séculos do cristianismo, quando os fiéis celebravam a Eucaristia próximos aos túmulos dos mártires, cristãos que morreram por permanecer fiéis a Jesus. Dessa prática surgiu a tradição de colocar relíquias de santos sob alguns altares.
Assim, o beijo no Altar une dois significados: a veneração a Cristo e a lembrança daqueles que deram a vida pela fé. Ao final da Missa, o sacerdote volta a beijá-lo, encerrando a celebração com o mesmo gesto de respeito com que ela começou.
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