Cinco pequenas atitudes de Santa Teresa de Calcutá que qualquer pessoa pode repetir na rotina

Cinco pequenas atitudes de Santa Teresa de Calcutá que qualquer pessoa pode repetir na rotina

Agnes Gonxha Bojaxhiu tinha 18 anos quando entrou para a vida religiosa, em 1928. Décadas depois, ao receber o Prêmio Nobel da Paz, em 1979, ela pediu que o banquete de gala fosse cancelado e o dinheiro da festa, cerca de 7 mil dólares, fosse doado aos pobres de Calcutá. Era a mesma mulher de sempre: pequena de estatura, enorme de coração, incapaz de separar o gesto da palavra.

Papa Francisco, na homilia da canonização, em 4 de setembro de 2016, resumiu o que ela foi: “Madre Teresa, ao longo de toda a sua existência, foi uma dispensadora generosa da misericórdia divina, fazendo-se disponível a todos, por meio do acolhimento e da defesa da vida humana, dos nascituros e daqueles abandonados e descartados”.

A santidade de Teresa foi feita de gestos concretos, repetidos dia após dia, sem esperar reconhecimento e muitos deles podem ser repetidos facilmente por todas as pessoas. Veja cinco de suas atitudes que cabem em qualquer rotina!

1. Enxergar o rosto de Cristo

O princípio que orientava cada gesto de Teresa era que ela via Jesus no rosto de cada pessoa que servia. “Quando toco o corpo de um leproso, toco o Corpo de Cristo”, ela dizia. Antes de responder com impaciência a uma pessoa difícil, pausar e perguntar interiormente “quem está diante de mim?” pode transformar a qualidade de todas as relações.

2. Fazer coisas pequenas com grande amor

“Não podemos fazer grandes coisas, mas podemos fazer pequenas coisas com grande amor”. Essa frase de Santa Teresa é um ensinamento sobre onde moram as grandes obras. A xícara de chá preparada com atenção para alguém que está mal, a mensagem enviada para perguntar se está tudo bem, o tempo dado sem pressa para ouvir alguém que precisa falar. 

3. Começar pela própria casa

Santa Teresa era famosa por ir às ruas buscar os que ninguém mais queria. Mas ela mesma advertia: “Se você quer mudar o mundo, vá para casa e ame sua família”. A caridade começa onde a vida começa, no convívio próximo, que é também o mais difícil. Amar quem está perto, quem nos conhece de verdade, quem vê nossas imperfeições: esse é o primeiro campo de missão de qualquer cristão.

 

4. Não julgar e usar esse tempo para amar

“Se você julga as pessoas, você não tem tempo para amá-las”. A frase revela uma escolha que Santa Teresa fazia a cada encontro: em vez de gastar energia avaliando o outro, ela direcionava essa energia para servi-lo. Não julgar  é recusar-se a deixar que o julgamento ocupe o espaço que deveria pertencer ao amor. É uma disciplina interior que se pratica, como qualquer outra, com repetição e intenção.

5. Sorrir como ato espiritual

Santa Teresa falava do sorriso como gesto de doação. “Às vezes, o maior ato de amor que você pode oferecer a alguém é um sorriso”. Quando o isolamento é uma das maiores doenças “ser indesejado, não ser amado e ser abandonado”, como ela descrevia, o sorriso dado com atenção a alguém que se sente invisível pode ser a única coisa que esse alguém recebe naquele dia. É gratuito, está sempre disponível e custa o mais difícil, que é a presença verdadeira.

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