Agosto é o Mês Vocacional da Igreja no Brasil, um tempo dedicado “à oração, à reflexão e à promoção das diversas vocações presentes na vida da Igreja”. A cada domingo do mês, a Igreja direciona a atenção para uma vocação específica: o ministério sacerdotal, a vida religiosa, o laicato e, no último domingo, o serviço catequético.
Toda vocação, de cada fiel no mundo, nasce do mesmo chamado. “Há um Deus que chama, que convoca e propõe algo de concreto: dar um sentido à própria existência”, afirma a CNBB. A vocação cristã não concorre com a vocação profissional e elas devem apontar para a mesma direção.Muita gente trata as duas como mundos separados. O trabalho de um lado. A fé do outro. A pergunta “o que devo fazer da minha vida?” deve incluir também, “o que Deus quer de mim?”
O que genuinamente absorve sua atenção? Os talentos, como Jesus ensina na parábola dos talentos (Mt 25,14-30), não foram dados para ficarem escondidos. São pistas de Deus sobre quem você é.
A vocação cristã sempre tem dimensão de serviço. “O maior entre vós será vosso servidor” (Mt 23,11). Observe o que acontece quando você ajuda alguém com uma habilidade específica sua. Alívio? Satisfação? Esgotamento? As três respostas dizem algo diferente.
Às vezes os outros enxergam nossos dons antes de nós. Perguntar a pessoas de confiança o que elas percebem em você é um exercício espiritual sério.
A pergunta clássica, mas com olhar cristão: não se trata só de paixão, mas de gratuidade. A vocação tem algo de dom.
A vocação não é só sobre o que você faz, mas o que muda quando você está lá. Em que ambiente, comunidade ou situação você percebe que sua ausência seria uma perda real?
O medo é um dos sinais mais confusos na busca vocacional. Às vezes o que mais assusta é exatamente o que mais chama. O profeta Jeremias resistiu ao chamado: “Não sei falar, sou ainda jovem” (Jr 1,6). Deus respondeu: “Não digas: sou jovem.”
Esta é a pergunta que as outras seis precisam. O discernimento vocacional cristão não se faz só com análise , mas com oração, com silêncio, com exposição à Palavra. O que surge quando você para e escuta?
Essas perguntas são sugestões de reflexão e o discernimento vocacional é um processo. Se essas questões mexeram com algo em você, o próximo passo é conversar com alguém preparado para acompanhar esse caminho, um diretor espiritual, um padre de confiança ou um orientador com formação adequada. O IDe+ já explicou o que é direção espiritual e como encontrar um diretor. Leia: Você sabe o que é direção espiritual?
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