A classificação da Argentina para a semifinal da Copa do Mundo de 2026 colocou Lionel Messi ainda mais no centro das atenções. Aos 38 anos, o camisa 10 segue com recordes e liderando a seleção argentina em mais uma campanha histórica. Além das jogadas decisivas, a fé do craque também desperta curiosidades.
O craque argentino recebeu os sacramentos da iniciação cristã, faz referências frequentes a Deus ao falar sobre sua carreira, costuma fazer o sinal da cruz antes das partidas e já afirmou que considera seu talento um dom recebido do Criador. Em um país profundamente marcado pela tradição católica, esses elementos ajudam a compreender uma dimensão pouco comentada da vida do maior jogador da história da Argentina.

Muito antes de conquistar Copas do Mundo, Bolas de Ouro e títulos europeus, Lionel Andrés Messi teve uma infância semelhante à de milhões de crianças argentinas. Nascido em Rosário, foi batizado na Igreja Católica e recebeu a Primeira Comunhão. Nos últimos anos, a fotografia desse momento voltou a circular nas redes sociais sempre que o jogador vive capítulos importantes de sua carreira.
Embora Messi costume preservar sua vida pessoal e raramente fale sobre religião em entrevistas, sua formação cristã sempre esteve presente desde os primeiros anos de vida.
Uma das declarações mais conhecidas sobre sua fé aconteceu em 2018. Ao ser perguntado pelo jornalista argentino Sebastián Vignolo sobre a habilidade incomum que demonstra com a bola nos pés, Messi respondeu de forma espontânea:
“Desde pequeno fui assim. Não fiz nada. Foi Deus quem me fez jogar assim, quem me deu esse dom, disso não tenho dúvidas. Ele me escolheu. Obviamente, depois fiz todo o possível para tentar me aprimorar e poder ter sucesso. Mas, sem a ajuda dele, não teria chegado a lugar nenhum”, disse.
Essa compreensão está em sintonia com a visão cristã de que os dons humanos devem ser acolhidos com gratidão e colocados a serviço do bem.
Depois da conquista da Copa do Mundo de 2022, no Catar, Messi voltou a falar publicamente sobre Deus. Ao comentar o título que perseguiu durante toda a carreira, afirmou:
“Eu apenas disse que Deus ia me dar. Eu tinha certeza. Tinha a sensação de que aquele era o momento.”
A declaração foi dada logo após a final contra a França, quando a Argentina conquistou seu terceiro título mundial. Também naquela decisão, milhões de espectadores acompanharam outro gesto já habitual do jogador, que é o sinal da cruz antes do início da partida e após marcar um dos gols da final.
Entre as tatuagens que cobrem o braço direito de Messi, uma chama especialmente a atenção. O jogador possui uma imagem de Jesus Cristo acompanhada da representação do Sagrado Coração, uma das devoções mais tradicionais da espiritualidade católica, que recorda o amor misericordioso de Cristo pela humanidade.
Embora Messi nunca tenha explicado publicamente o significado dessa tatuagem, ela se tornou uma das imagens mais conhecidas de sua carreira e costuma ser associada à sua identidade cristã.
A relação entre Messi e o Papa Francisco também ganhou destaque ao longo dos anos. Em agosto de 2013, pouco depois da eleição do primeiro Papa argentino da história, Messi participou de uma audiência com Francisco no Vaticano, com as seleções da Argentina e da Itália, antes de um amistoso em Roma.

Na ocasião, o craque definiu o encontro como “uma honra” e afirmou que conhecer o Papa foi um dia muito especial. Anos depois, a troca de gestos continuou. Em 2022, Francisco autografou uma camisa destinada ao jogador argentino, fortalecendo uma relação marcada pelo respeito mútuo. Após a morte do Pontífice, Messi também publicou uma mensagem de despedida, agradecendo pelo testemunho de Francisco e recordando sua proximidade com o povo argentino.
Outro símbolo frequentemente associado à seleção argentina é a presença da imagem de Nossa Senhora de Luján, padroeira da Argentina. A devoção mariana acompanha diferentes gerações da equipe nacional e tornou-se ainda mais conhecida durante as campanhas recentes da seleção. Para milhões de argentinos, Nossa Senhora de Luján representa proteção, unidade e identidade nacional, especialmente em momentos de grande importância para o país.
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