Ele recebeu o título de “padroeiro do nosso difícil século XX”. Isso porque, São Maximiliano Maria Kolbe acolheu cristãos refugiados, feridos, pobres e explorados durante toda a sua vida, mesmo quando ele próprio esteve em situação de sofrimento. Evangelizou em Igrejas, em conventos e, também, no corredor da morte durante a Segunda Guerra Mundial. Mas a história dessa figura, que deixa a mensagem da paz, começou muito antes, na Polônia, durante a infância do pequeno Raymond Kolbe.
Nascido em 8 de janeiro de 1894, era filho de humildes operários que ensinaram ao filho os princípios da fé e do amor cristão. Aos 13 anos, Raymond ingressou no Seminário dos Frades Menores Conventuais Franciscanos, onde viu a vocação religiosa ganhar força e tornar-se um objetivo de vida. Ainda estudante, fundou um apostolado mariano que deu o nome de “Milícia da Imaculada” (MI). De 1912 a 1919, viveu em Roma, na Itália, quando foi ordenado Sacerdote. De volta à Polônia, dedicou-se ao sacerdócio e à organização da MI.
Em 1922, mesmo sem dinheiro, Padre Maximiliano fez acontecer sua vontade de evangelizar pelos meios de comunicação. Criou uma revista dedicada a Nossa Senhora, outra destinada às crianças e uma última para Sacerdotes. Além disso, fundou uma emissora de rádio católica, que espalhava a fé por toda a região.
“Niepokalanów”, ou melhor, a Cidade da Imaculada Conceição, foi um espaço criado pelo Sacerdote em Varsóvia, no ano de 1927. Foi lá que inúmeros Frades e outros religiosos foram orientados a viverem sob a Regra de São Francisco e no espírito de consagração a Imaculada Conceição. Além disso, também ajudaram nas atividades editoriais e de comunicação motivados por Padre Maximiliano Maria Kolbe.
Com o início da Segunda Guerra Mundial, em 1939, veio também um dos períodos mais tristes da história da humanidade. O Holocausto, com a perseguição e assassinatos de minorias consideradas inferiores pelo regime nazista alemão, atingiu em cheio diversos países europeus, como a Polônia em que vivia Maximiliano. Ele foi preso mais de uma vez, até a ocasião em que o transferiram para o campo de concentração de Auschwitz, em 1941.

Mesmo ao ver e sofrer torturas e todo tipo de violência, o Padre não deixou de evangelizar, rezar e encorajar outras pessoas a fortalecer a fé e a esperança. Com o amor que encontrou na religião, ele teve um ato de profunda compaixão quando se ofereceu a sofrer uma punição no lugar de um homem que pediu clemência e lembrou de
sua esposa e filhos.
São Maximiliano Maria Kolbe, junto de mais nove homens, foi preso em uma cela escura e pequena, sem água e alimentos. Depois de dias, restaram com vida apenas o Padre, acostumado com jejuns e oração, e mais dois, que receberam injeções mortais e faleceram em 14 de agosto de 1941, data atual de sua festa litúrgica. A canonização de São Maximiliano Maria Kolbe aconteceu em 1982, celebrada pelo Papa João Paulo II, com a presença de Franciszek Gajowniczek, o sobrevivente do Holocausto por quem o Santo deu a vida no campo de concentração.
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